Que tendências para o futuro? – Parte 2

O Portugal Têxtil apresenta a continuação deste artigo publicado naWGSN News, e que traça algumas das grandes tendências de moda para 2004.

Assim, outro dos aspectos mencionados neste artigo de fundo é o aparente desinteresse pelo segmento dos vestidos, revelado (quase) totalmente por muitos fabricantes e retalhistas de vestuário.

Segundo uma especialista em moda feminina, mencionada no artigo daWGSN News, vários retalhistas estão a ponderar seriamente a reintrodução dos vestidos de dia, particularmente nas regiões do sul e sudoeste dos Estados Unidos.

Em 2004, os especialistas em moda concordam que assistiremos a uma aposta por parte das marcas de vestuário em artigos que apelarão às consumidoras, com peças de diferentes tamanhos, criadas em especial a pensar no segmento mais jovem do mercado, o que aumentará o número de adultos que, ao dirigir-se às lojas, não encontrarão peças para si próprios!

Já o analista David Cohen considera que, enquanto a maior parte das marcas de vestuário se vão concentrar neste segmento mais jovem, a verdadeira aposta deverá passar pela mulher de 34-54 anos, consumidoras que na sua opinião“possuem mais dinheiro para adquirir peças de roupa, em compação com as compradoras mais jovens, que viram os seus rendimentos diminuir”.

Além disso, prossegue este artigo, o mercado jovem é constantemente solicitado a dispersar as suas compras por uma vasta gama de categorias de produtos de moda, fazendo cada vez mais da moda uma importante prioridade.

Como exemplo, as jovens mulheres são levadas a adquirir vestuário para o seu dia-a-dia professional, bem como em artigos para o lar e tempos de lazer.

Outro interessante conceito mencionado neste âmbito é o sucesso alcançado por algumas lojas que se dirigem a nichos de mercado específicos, no qual a população apresenta gostos e necessidades especiais, como acontece nos segmentos de consumidores hispânicos, afro-americanos e asiáticos, cujos membros possuem um crescente poder de compra no mercado dos Estados Unidos.

Grandes cadeias retalhistas, como aLiz Claiborne e a Bloomingdales estão mesmo a investir em produtos que lhes permitam cativar estes grupos étnicos, e passeando no selecto bairro de Beverly Hills, actualmente, podemos ver muitas mulheres a usar peças tipicamente hispânicas, criadas por designers conceituados.

No que se refere ao vestuário para homem, este apresenta algumas dificuldades para os retalhistas, visto dividir-se em vários segmentos, como os grandes armazéns, a distribuição popular, as lojas especializadas, e as boutiques mais selectas.

Para Minsky, responsável de merchandising do Doneger Group, hoje em dia“os homens olham para os seus guarda-fatos e vêm 12 pares de calçaskhaki, 14 pólos e sete camisas de riscas, e quando vão às lojas, encontram exactamente as mesmas peças”, defendendo a ideia de que os homens comprarão mais artigos quando os retalhistas lhes apresentarem algo de novo e diferente.

Andrew Volpe, da Parson, concorda que a chamada “categoria metrosexual” de consumidores urbanos constitui uma enorme oportunidade comercial, pois o homem “metrosexual” está sempre disposto a aderir às mais recentes tendências de moda e de estilos, além de (re)conhecer os tecidos e os cortes e visitar as lojas regularmente.

David Cohen vaticina que “nas próximas estações vamos assistir aos homens a aprenderem e valorizarem o facto de que é importante vestir-se bem, tanto em ocasiões profissionais, como em situações mais informais, embora não se deva esperar uma corrida desenfreada às lojas para renovar totalmente o seu guarda-roupa”.

Na mesma linha de pensamento, o artigo daWGSN News refere que, em 2004, os homens deverão continuar a investir pouco em calça, pelo que o enfoque da distribuição deverá passar pelas camisas e casacos, devendo o casaco desportivo desempenhar um importante papel, visto tratar-se de uma peça que é polivalente e confortável, sendo adequada tanto para uma reunião de negócios, como para um passeio no fim de semana.