Que tendências para o futuro? – Parte 1

O ritmo das tendências de moda é hoje muito diferente daquele de algumas décadas atrás.

Os sociólogos chamam a este fenómeno “corrida da moda”, refere Stefani Bay, designer e professora no Instituto de Artes de Illinois, na cidade norte-americana de Chicago, acrescentando que“as coisas neste negócio mudam depressa demais para as grandes boutiques acompanharem o passo, devido à burocracia envolvida”.

Enquanto alguns sectores do retalho parecem permanecer parados no tempo, muitas marcas de vestuário vão ganhando terreno, através da oferta de numerosas opções de escolha, marcadas por novas e frescas tendências que são renovadas várias vezes ao longo de cada estação, como fazem a Zara e a H&M.

Como é que estas marcas conseguem fazê-lo? O segredo parece, segundo este artigo daWGSN News, residir na variedade, que é o “sal da vida“.

 

Para Andrew Volpe, da Escola de Design Parsons, em Nova Iorque, “a mesma tendência não atrairá todos os consumidores, e mesmo numa conjuntura económica difícil, os produtos de moda mantêm ainda assim a sua capacidade para despertar desejos e sedução”.

Uma das apostas mais fortes da indústria da moda é a cor, que a analista Rachel Crumbley, da Cotton Inc., descreve como sendo o “motor” do mercado da moda actual. Com efeito, em todos os segmentos do vestuário, desde os artigos para homem aos de senhora, passando pelos de criança, podemos ver interessantes combinações de cor, incluindo misturas de padrões, estampados e riscas, entre outros.

A inovação e a criatividade são, mais do que nunca, as palavras que estão na ordem do dia.

Infelizmente, neste contexto, a economia contiinua a ser um factor muito importante.

Por um lado, os consumidores revelam desejo por algo novo, por outro lado, sentem a questão de terem, ou não, necessidade desse artigo, refere Lois Huff, vice-presidente da Retail Forward Inc., de Ohio, nos Estados Unidos.

A mesma analista considera que “hoje em dia, a receptividade dos consumidores para comprarem os produtos de forma imediata é tão baixa, que penso que nem o factor novidade será suficiente para os levar a agir, sentindo-se uma grande incerteza quanto ao futuro“.

Neste artigo são apontados os dois segmentos que poderão vir a dominar o mercado do vestuário no futuro: os artigos de luxo e os jovens que hoje são “baby boomers”.

Estes últimos constituem, aliás, uma importante faixa da população nos Estados Unidos, contabilizando 76 milhões de indivíduos, com um enorme potencial de consumo.

O artigo daWGSN News prossegue esta análise às grandes tendências da moda em vestuário para o ano de 2004, considerando que, no fundo, tudo se resume a um ciclo: os preços podem baixar, mas os estilos vão sempre manter-se neste mercado.

Em relação ao vestuário feminino, as mulheres parecem cada vez mais fazer dos seus armários umstock de artigos, preferindo peças que se complementem entre si, e que completem as que já possuem.

Trata-se, por isso, de fazer compras como um investimento, e não apenas para estar vestida segundo a última moda.

Este artigo adianta que estamos perante uma combinação de investimentos em vestuário clássico, que passará no teste do tempo e da qualidade, com a escolha dos artigos certos que compõem o conjunto, tornando-o actual e atraente.

Apesar disso, as grandes empresas e marcas do mercado dosportswear e do vestuário para mulher estão a tentar levar os consumidores a mudar a sua atitude,pois compreendem que nunca mais voltaremos à época dos fatos de gala e cerimónia, e tentam actualmente cativar uma clientela fixa, que lhes permita sobreviver e manter os retalhistas no negócio.

Uma outra categoria que estará em alta no ano em curso são a ganga e os tecidos confeccionados, que permitem interessantes detalhes e mudanças de design e das formas nas silhuetas.