PVH regressa ao crescimento

Depois da queda nas receitas em 2024, o grupo americano que detém a Calvin Klein e a Tommy Hilfiger assinalou um crescimento de 3% nas vendas em 2025, superando mesmo as expectativas no quarto trimestre.

[©Tommy Hilfiger]

No ano fiscal completo, terminado a 1 de fevereiro de 2026, o PVH faturou 8,95 mil milhões de dólares (cerca de 7,77 mil milhões de euros), representando um aumento de 3% a taxas de câmbio correntes e de 1% a taxas de câmbio constantes.

O canal grossista cresceu 7% em termos reportados, impulsionado pelas Américas e parcialmente contrariado por quebras na Ásia-Pacífico e na região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA). O canal direto ao consumidor expandiu 1% em termos reportados, mas recuou 2% a câmbios constantes.

No quarto trimestre, as receitas totalizaram 2,51 mil milhões de dólares, mais 6% face ao período homólogo, acima das estimativas da empresa, que previa um crescimento de um dígito baixo. O canal grossista foi o principal motor do desempenho trimestral, com um aumento de 11% em termos reportados e de 4% a câmbios constantes, beneficiando sobretudo das vendas nas Américas. O canal direto ao consumidor cresceu 1% em termos reportados, mas recuou 3% a câmbio constante.

A Tommy Hilfiger foi a marca com melhor desempenho em ambos os períodos. No quarto trimestre gerou 1,37 mil milhões de dólares, mais 7% do que no período homólogo, e 4,77 mil milhões de dólares do ano completo, assinalando um aumento de 4%. Quanto à Calvin Klein, as receitas trimestrais alcançaram 1,08 mil milhões de dólares, mais 3% face ao período homólogo, e no acumulado anual a marca totalizou 3,96 mil milhões de dólares, crescendo 3%.

«Estamos satisfeitos com os resultados do quarto trimestre e do ano completo de 2025, entregando ou superando as expectativas nas principais métricas financeiras. Para o ano completo, alcançámos melhorias sequenciais trimestre a trimestre nas nossas comparações de margem bruta ao longo de 2025, apesar do impacto negativo do aumento das tarifas», afirma Melissa Stone, diretora financeira interina do grupo.

Geograficamente, a EMEA liderou as receitas anuais, com 4,27 mil milhões de dólares, o que corresponde a um incremento de 5%. As Américas cresceram 6%, para 2,74 mil milhões de dólares, enquanto a região Ásia-Pacífico caiu 4%, para 1,52 mil milhões de dólares.

Sobre o futuro, Stefan Larsson, presidente executivo do PVH, refere que «com base no nosso desempenho em 2025, iniciámos 2026 e a importante época da primavera com um impulso positivo, e prevemos um crescimento do canal direto ao consumidor em ambas as marcas e em todas as regiões ao longo do ano inteiro. Na Europa, as nossas carteiras de encomendas grossistas apresentam-se positivas para o outono de 2026; nas Américas, esperamos um crescimento contínuo do comércio eletrónico, à medida que continuamos a reforçar a nossa posição digital; e na Ásia, esperamos regressar ao crescimento para o ano inteiro, impulsionado pelo canal direto ao consumidor».

A PVH antecipa um aumento ligeiro das receitas em 2026, apesar dos desafios macroeconómicos globais e do impacto projetado das tarifas, que deverão representar um impacto bruto negativo de cerca de 195 milhões de dólares no resultado operacional de 2026.