A China ordenou ao PVH que apresente, no máximo de 30 dias, documentos e provas que detalhem qualquer «medidas discriminatórias» tomadas em relação aos produtos de Xinjiang ao longo dos últimos três anos.
Em comunicações feitas online, citadas pela Associated Press, o Ministério do Comércio indicou que vai investigar o alegado boicote da empresa americana a produtos da região de Xinjiang, onde o Partido Comunista no Governo é acusado de prender pessoas, sobretudo de grupos étnicos muçulmanos, em campos de detenção.
«O PVH Group dos EUA é suspeito de violar princípios de mercado normais e boicotar, de forma não razoável, algodão de Xinjiang e outros produtos sem base factual, prejudicando seriamente os direitos e interesses legítimos de empresas chinesas relevantes e colocando em risco a soberania, segurança e interesses de desenvolvimento da China», refere o Ministério do Comércio.
Os EUA bloquearam algumas importações de Xinjiang, o que foi recebido com protestos por parte da China, que nega qualquer abuso e afirma que as medidas tomadas foram as necessárias para combater o terrorismo e os movimentos separatistas.
As empresas que compram vestuário, algodão, tomates e outros bens de Xinjiang enfrentam pressão dos consumidores ocidentais sobre alegadas violações dos direitos humanos na região, enquanto Pequim incitou a raiva dos chineses contra marcas que expressão preocupação com possível trabalho forçado.
No seu website, num comunicado de apenas três linhas, o PVH sublinha que a empresa cumpre as leis e regulamentos de todos os locais onde faz negócio, «incluindo em relação à política do governo dos EUA em relação a Xinjiang». Em resposta ao anúncio da China, o PVH indica estar em contacto com o Ministério do Comércio e que irá responder de adequadamente.
«Enquanto tema de política empresarial, o PVH mantém o cumprimento restrito com todas as leis e regulamentos relevantes em todos os países e regiões em que operamos», reiterou a empresa à Associated Press, tendo recusado fazer mais comentários.
O Ministério do Comércio indicou que a investigação será feita sob as regras da Lista de Entidades Não Fiáveis da China, que é usada como uma contrassanção face às medidas tomadas contra Pequim.




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