Puma reduz emissões

A marca alemã de sportswear anunciou que, apesar de ter aumentado as suas vendas, conseguiu reduzir, em cerca de 25%, as emissões de gases com efeito de estufa no ano passado.

[©Puma]

A redução das emissões foi conseguida, sobretudo, com a duplicação da utilização de energias renováveis em comparação com 2022. A empresa indicou que aumentou igualmente a utilização de matérias-primas menos intensivas em carbono e que a sua parceira de logística Maersk introduziu tarifas de envio baixas em carbono.

A utilização de eletricidade renovável e o investimento em veículos elétricos também contribuíram para a redução das emissões. Desde 2017, as emissões de gases com efeito de estufa terão descido 29%.

«Estamos muito orgulhosos dos progressos que conseguimos na nossa jornada de sustentabilidade em 2023, sobretudo no que diz respeito à redução de gases com efeito de estufa», afirma Anne-Laure Descours, diretora de sourcing na Puma, que acrescenta que «não vamos parar por aqui, contudo, e continuaremos a executar a nossa estratégia de sustentabilidade».

Estes resultados foram atingidos apesar do aumento de 6,6% das vendas em 2023, para 8,6 mil milhões de euros.

A Puma também indicou recentemente ter criado uns ténis completamente biodegradáveis, apontando para abril deste ano o lançamento de uma versão comercial dos mesmos.

Adicionalmente, a marca revelou que as réplicas das camisolas de futebol serão feitas com a tecnologia de reciclagem Re:Fibre, que usa resíduos têxteis de poliéster como matéria-prima.

A empresa deu formação a mais de 220.000 trabalhadores sobre o empoderamento feminino e indicou ter mapeado totalmente os seus subcontratados e fornecedores de nível 2 relativamente aos riscos para os direitos humanos.

As metas climáticas da Puma foram aprovadas pela Science Based Targets Initiative (SBTi) e visam reduzir as emissões em níveis que os cientistas consideram necessários para manter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC.

Até 2030, a Puma pretende reduzir as emissões de gases com efeito de estufa de âmbito 1 e âmbito 2 em 90% em comparação com os dados de base de 2017. A empresa também se comprometeu a reduzir as emissões absolutas de gases com efeito de estufa de âmbito 3 provenientes da sua cadeia de aprovisionamento e logística em 33% em comparação com 2017.