Produção decresce, mas indústria está menos pessimista

De acordo com a análise dos dados preliminares disponíveis no Instituto Nacional de Estatística (INE), o défice da balança comercial de Portugal caiu 12%, para 27,36 mil milhões de euros em 2023.

Esta evolução reflete uma descida de 1,0% no total das exportações portuguesas de bens, enquanto as importações decresceram 4,1%.

Excluindo os “combustíveis e lubrificantes”, o défice da balança comercial de Portugal situou-se nos 20,3 mil milhões de euros no conjunto do ano, evidenciando um agravamento de 4,1% em relação ao valor registado em 2022. Este resultado surge na sequência de uma subida de 1,0% nas exportações e de um acréscimo de 1,6% no valor das importações. Excluindo os produtos energéticos, e com base na perspetiva dos desempenhos por região, verificou-se uma evolução praticamente nula no valor das exportações destinadas ao mercado intracomunitário e um aumento de 3,5% nas exportações destinadas ao mercado extracomunitário. Do lado das importações de Portugal, as provenientes de mercados intracomunitários registaram uma subida de 5,1%, enquanto as provenientes de origens extracomunitárias diminuíram 10,5%.

Análise do CENIT com base nos dados do INE

Em termos específicos para a indústria do têxtil e do vestuário, analisando a evolução em período homólogo do índice de volume de negócios na indústria (INE) para o mês de novembro de 2023, a análise do CENIT revela uma queda de 6,2% no sector têxtil e uma descida de 0,7% no sector do vestuário. Ao nível das indústrias transformadoras foi registada uma redução de 6,7% face ao mês de novembro de 2022. Em termos da evolução em cadeia, foi evidenciada em novembro uma descida de 1,3% no sector têxtil e uma subida de 8,9% no sector do vestuário, sendo registado um acréscimo de 2,8% nas indústrias transformadoras.

Relativamente à evolução em período homólogo do índice de produção industrial (INE) para o mês de novembro, existe uma descida de 2,5% no sector têxtil (esta é a 23.ª variação homóloga negativa consecutiva) e de 0,3% no sector do vestuário (a 15.ª variação homóloga negativa consecutiva). Ao nível das indústrias transformadoras foi registada uma diminuição de 4,0% em relação ao mês de novembro de 2022. Em termos da evolução em cadeia, foi evidenciada uma descida de 1,4% no sector têxtil e uma subida de 17,3% no sector do vestuário, tendo-se verificado um aumento de 3,1% nas indústrias transformadoras.

Os dados para a variação homóloga do índice de emprego na indústria (INE) evidenciaram, em novembro, uma redução de 3,0% no sector têxtil e uma subida de 0,2% no sector do vestuário. Nas indústrias transformadoras foi registada uma subida de 0,3%. Relativamente à variação em cadeia, entre os meses de outubro e novembro, o índice de emprego na indústria aumentou 0,4% no sector têxtil e no sector do vestuário, tendo subido 0,7% nas indústrias transformadoras.

Análise do CENIT com base nos dados do INE

De acordo com os dados do INE para a variação homóloga do índice de horas trabalhadas na indústria, foi registada em novembro uma queda de 4,3% no sector têxtil e uma descida de 0,2% no sector do vestuário, enquanto nas indústrias transformadoras verificou-se um aumento de 0,6% em relação a igual período de 2022. Ao nível da variação em cadeia, houve crescimentos de 1,3% no sector têxtil e de 0,9% no sector do vestuário, entre outubro e novembro, enquanto nas indústrias transformadoras verificou-se uma subida de 2,3%.

O índice de preços na produção industrial (INE) sentiu, em termos homólogos no mês de dezembro, uma subida de 2,3% no sector do vestuário. Este indicador registou uma descida homóloga de 3,9% ao nível das indústrias transformadoras. Na variação em cadeia, entre os meses de novembro e dezembro, verificou-se um aumento de 0,3% no sector do vestuário, enquanto nas indústrias transformadoras o índice registou um decréscimo de 0,5%.

Análise do CENIT com base nos dados do INE

Relativamente à variação homóloga do índice de preços no consumidor (INE), foi registada no mês de janeiro uma descida de 2,7% ao nível dos têxteis de uso doméstico e de 3,8% nos artigos de vestuário. Analisando a evolução em cadeia, na comparação com o mês de dezembro, em janeiro houve uma queda de 3,6% nos têxteis de uso doméstico e de 17,4% nos artigos de vestuário.

O indicador de clima económico do INE evidenciou em fevereiro (+1,7%) a melhoria da perceção por parte das empresas, reforçando a opinião positiva verificada no mês de janeiro (+1,5%). Por seu lado, de acordo com o indicador de confiança da indústria transformadora do INE, a perceção negativa das empresas diminuiu em fevereiro (-4,9%), aliviando o sentimento verificado no mês anterior (-8,0%).