Arquivoprocura do tamanho ideal Parte 2 Setembro 21, 2007 Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Email Print Ao longo da segunda parte deste artigo (ver a primeira parte no Portugal Têxtil) vamos averiguar os resultados da tecnologia em dois retalhistas norte-americanos, nomeadamente a JC Penney e a Jockey.O caso da JC PenneyA grande vantagem da tecnologia de scanner de corpo é a de que pode ser utilizado por marcas de vestuário na recolha de dados para desenvolver um perfil de especificação de tamanho para o seu grupo de clientes.Consequentemente, estas marcas podem fornecer vestuário que é consistente no vestir e mantém os seus clientes satisfeitos. Num mercado saturado, esta consistência do vestir traduz-se em vestuário de qualidade que ajuda as marcas de retalho a permanecerem na frente da concorrência.A JC Penney é o exemplo de uma empresa de retalho que recorreu à tecnologia do [TC]² para conseguir melhores resultados no negócio. De acordo com o referido por Mike Hannaford, director técnico de design da JC Penney, a primeira colaboração com o [TC]² ocorreu em 2003 para patrocinar o estudo SizeUSA. Na altura, o SizeUSA foi o maior estudo realizado desde o CAESAR na década de 1990.O estudo SizeUSA do [TC]² incluiu a leitura por scanner de 10.000 pessoas, um terço das quais foram realizadas em duas lojas da JC Penney no Texas. O estudo levou a JC Penney a pensar mais em relação às proporções.Anteriormente, a JC Penney abordava as questões do vestir de uma forma linear, com pouca consideração em relação à proporção. Mas a sua colaboração com o [TC]² neste estudo, levou a concluir que a mesma fórmula não serve para todos. A principal vantagem para a JC Penney foi o chegar à conclusão de que é tão importante adequar a forma como o tamanho. Esta conclusão evoluiu para diferentes opções para as calças de senhora, traduzidas em três linhas de artigos: katherine (veste ligeiramente acima da cintura), audrey (veste na linha da cintura) e marilyn (que veste imediatamente abaixo da linha de cintura).A JC Penney percebeu que da mesma forma que os tipos de silhueta diferem, também diferem as formas como as senhoras preferem vestir a sua roupa. O retalhista decidiu desenvolver o estudo com a sua própria pesquisa interna, focalizando as calças e depois combinando os dados obtidos com os do [TC]². A pesquisa envolveu 67 participante desde o tamanho 4 ao 16. Como resultado desta pesquisa, a JC Penney identificou que 43 por cento dos seus consumidores tinham a "forma de pêra", 33 por cento tinham a "forma de maçã" e 19 por cento tinham a "forma de rectângulo". Esta informação levou a que a JC Penney alterasse as especificações da silhueta de foco e aumentasse ligeiramente as dimensões no busto, cintura e ancas.Para além disto, com o apoio da empresa de consultadoria Whitaker International, os dados recolhidos através do trabalho com o [TC]² levaram a JC Penney a recolher informação psicográfica. Os dados psicográficos serviram de base para identificar quatro segmentos de estilo de vida, nomeadamente: conservador (funcional, não influenciado por tendências e fiel a marcas), tradicional (estilo clássico, procura desempenho, qualidade e valor), moderno (consciente da moda, aberto a mudança, influenciado pelo estilo) e trendy (consciente da imagem e quer ser notado).O que é importante nestes segmentos de estilo de vida é o facto de melhorarem a forma como o vestuário é seleccionado e comercializado. Por conseguinte, uma senhora de 46 anos e outra de 27 anos podem estar as duas incluídas na mesma categoria de estilo de vida "moderno" e podem comprar calças com o formato adequado.O caso da JockeyDe acordo com Brad Beal, vice-presidente executivo de produção e operações da Jockey, o [TC]² tem sido um parceiro valioso e contribuiu muito para a indústria têxtil e de vestuário. A Jockey recolheu dados de senhora e homem, e através da utilização destes dados a empresa alterou os seus padrões para melhorar o vestir nas cuecas de homem e senhora e nos soutiens.Os dados do SizeUSA foram aplicados ao perfil de consumidor da Jockey para melhorar a oferta da empresa. A Jockey desenvolve este projecto desde 2005, continuando a actualizar e a analisar os dados que vai recolhendo. Os dados são usados para validar padrões e para determinar qual o fabrico mais adequado para determinado produto. Como resultado, o consumidor fica com escolhas mais adequadas.Na Jockey, a cooperação na investigação com a [TC]² tem resultado num produto mais inovador, como é o caso do seu 3D-Contours. Outra inovação é que a empresa apercebeu-se que precisava de acrescentar comprimento em algumas das suas t-shirts.A JC Penney e a Jockey demonstraram a profícua inovação que pode existir quando as questões de tamanho e vestir são abordadas através da colaboração com uma organização como a [TC]². De acordo com o referido pelo presidente Mike Fralix, independentemente do número na etiqueta, a [TC]² está empenhada em permitir a produção de vestuário que sirva uma percentagem cada vez maior da população.