Arquivoprocura de solução Parte 2 Julho 17, 2007 Facebook Twitter WhatsApp Linkedin Email Print Ao longo da primeira parte do artigo (ver notícia no Portugal Têxtil) foram analisadas as diversas questões associadas com o desenvolvimento de comércio electrónico por parte das empresas de vestuário de moda, abordando as vicissitudes e alguns casos de desenvolvimento. Nesta segunda parte partilhamos dicas e questões legais sobre o comércio electrónico. Truques on-lineAlguns dos truques que podem aumentar a venda de vestuário de moda on-line em mais de 134 milhões de libras esterlinas por ano, de acordo com a pesquisa sobre o comportamento dos clientes na Internet realizado pela Envision Retail, incluem aumentar a velocidade de download da página e providenciar informação detalhada que abranda efectivamente o processo de compra, mas ajuda o cliente a criar uma ligação ao produto. A Envision Retail (empresa especializada em operações de retalho cujos clientes incluem a Metro Group, Nike e Bon Marché), defende que para os cibernautas da moda poderem avaliar se um produto é adequado, é necessária mais imaginação. De acordo com Jason Kemp, enquanto que o cérebro de um consumidor analisa 99 por cento dos estímulos visuais que lhe são apresentados quando realiza uma compra "ao vivo", quando a compra é realizada on-line, são analisados apenas 45 por cento dos estímulos apresentados. Com base nestes dados, Kemp salienta a enorme oportunidade que existe para fornecer ainda mais imagens de produtos de vários ângulos e em pormenor, de forma a cativar os consumidores. Mas, para conseguir chegar a esta fase, é fundamental que as pesquisas e o acesso à página sejam rápidos. Na medida em que não podem tocar na peça de vestuário, os cibernautas precisam de mais imaginação para poderem avaliar se um produto é adequado. Kemp explica que durante o processo de compra on-line, o consumidor move-se instintivamente na direcção do ecrã para tentar conseguir uma visão detalhada, pára para se imaginar vestido com a peça e procura, de seguida, a existência de adjectivos que o possam ajudar a compreender a textura do artigo. Kemp acrescenta que o design de uma página de Internet desenvolvida para gerar uma experiência de compra incorporando a noção "quick-click-slow", vai ajudar na minimização da percentagem de consumidores que abandonam a procura a meio do processo. Por exemplo, quando um retalhista sugere um acessório complementar (como um cinto, uma bolsa ou uma peça de joalharia), os consumidores permanecem mais tempo na página, 40 por cento dos compradores vai efectivamente ver o artigo e existe uma probabilidade de 3 por cento de que compre o artigo. Questões legaisAlguns retalhistas de comércio electrónico também possuem questões legais para resolver. Entre estes encontra-se o caso do Ebay, mercado on-line por excelência, que tem sido alvo de diversos processos judiciais por alegadamente ser incapaz de impedir a venda de produtos contrafeitos através das suas páginas de Internet. Apesar dos protestos da empresa que refere levar estas questões seriamente, há já quem compare a aparentemente enorme variedade de artigos contrafeitos nas páginas do Ebay aos centros de contrafacção da China. No entanto, existem formas para lidar com esta situação. A Net Enforcers, empresa de monitorização de marcas on-line e de detecção de contrafacção, juntou-se recentemente com o investigador privado Gobi International para fomentar o combate à venda de produtos contrafeitos on-line através da detecção, acompanhamento e identificação de fabricantes, distribuidores e vendedores ilegais. Mas, assim como acontece no retalho de moda de alta-costura, punir os contrafactores não é um objectivo simples e existirão sempre alguns que se escapam pelas malhas da justiça, por mais fina que a rede seja. Considerando um tipo diferente de retalhista, outra fonte de debate pode ser a questão de que o entrar no comércio electrónico é mais uma forma dos gigantes do retalho monopolizarem o mercado. De acordo com o divulgado pelo just-style, a Tesco, principal retalhista britânico, está a considerar experimentar a venda de vestuário on-line. Esta iniciativa surge apesar da empresa já ter sido sujeita a uma investigação sobre o seu crescente domínio no sector dos vegetais, estando agora a ser pressionada por controlar um crescente número de outros mercados não-alimentares. No entanto, uma porta-voz da Tesco referiu ao just-style que a empresa questionou a categorização "não-alimentar" na medida em que existem diversos concorrentes superiores nas diversas áreas. A responsável também negou que a Tesco estava a tentar controlar outras empresas no mercado de venda de vestuário on-line, referindo que, por enquanto, o vestuário é um negócio relativamente pequeno para a Tesco, mas que está a crescer rapidamente. A Tesco argumenta ainda que o cliente seria o beneficiário com a expansão do retalho de vestuário para a Internet. Apesar dos perigos e das complicações que traz, no que se refere ao comércio electrónico de retalho, quando este é bem feito, possui um número elevado de vantagens para retalhistas e consumidores. Apesar da entrada lenta do sector de vestuário, existem alguns bons exemplos de sucesso, nomeadamente no caso de empresas como: Bluefly, Asos e Net-a-Porter. Ao contrário do comércio tradicional, o comércio electrónico requer um esforço mínimo por parte do consumidor, sendo uma aposta certa para os que têm pouco tempo livre ou para os que não são entusiastas das lojas tradicionais.