Procode_Dress cria moda com braço robótico

A marca fundada por Lilach Porges está a usar um braço robótico com tecnologia de impressão 3D para combinar criatividade e programação na criação de peças de vestuário. A primeira coleção de pronto-a-vestir foi apresentada na NYFW.

[©Procode_Dress]

A Procode_Dress, cujas criações foram mostradas num desfile na Semana de Moda de Nova Iorque, quer revolucionar a indústria da moda através da automatização de coleções feitas com vestuário impresso. A marca fundada pela designer Lilach Porges, que tem parcerias com a ABB, a New Bedford Research & Robotics e a Xtellar, usa materiais sustentáveis na impressão com um braço robótico, que aguarda patente, e pretende «juntar a ciência, a engenharia e a moda» para um futuro mais sustentável.

«A impressão 3D vai abrir portas a um novo mundo de materiais sustentáveis que podem não ter sido considerados antes. Tenho um passado em arquitetura e engenharia e sempre gostei de programar e de ciência. O meu objetivo é fundir a tecnologia e a moda usando materiais não-convencionais e software para criar moda para um futuro que empodera as mulheres», refere Lilach Porges ao Just Style.

[©New Bedford Research & Robotics]
A marca tem como um dos seus pilares desenvolver novos métodos para imprimir vestuário em 3D e explorar formas arquitetónicas.

A Procode_Dress usou o braço robótico com tecnologia de impressão 3D para desenhar a sua primeira coleção de pronto-a-vestir, batizada The Roller Coaster. Os coordenados foram inspirados nas formas e cores de uma montanha-russa e o movimento do braço robótico foi programado e determinado o caimento do material à volta do corpo humano.

[©New Bedford Research & Robotics]
A designer tinha já desenvolvido a coleção Dress_Code, onde combinou coordenados impressos em 3D pelo braço robótico através de três métodos – aleatório, preciso e a grande escala – com materiais sustentáveis. Essa coleção, inspirada pela engenharia de software, explorou a estética das possibilidades e limitações da tecnologia, comprando os métodos tradicionais, como a produção de moldes e a confeção, com a impressão 3D manual e por um robô. «Durante as experiências com esta nova tecnologia, na forma de impressão precisa, percebi quão bonitos podiam ser os erros do braço robótico, tal como o trabalho manual e artesanal, as imperfeições são únicas. Por isso combinei as impressões precisas do braço robótico com as aleatórias – mostrando o processo de inovar novas tecnologias para criar novas aplicações», explica Lilach Porges no seu website.