PRIME: Sector das TIC é prioritário

O PRIME (Programa de Incentivos à Modernização da Economia), no âmbito da estratégia do Plano Tecnológico, estabeleceu como prioritário o sector das tecnologias de informação (TI). Com as novas dotações, o PRIME vai disponibilizar 45 milhões de euros para apoiar o sector das TI.

«Queremos apostar nesta actividade e neste sector e estabelecemos três pilares de acção» afirmou Nelson de Souza, gestor do PRIME, durante a assinatura de dois contratos de empresas tecnológicas com o Fundo ISQ Capital. O responsável referiu ser necessário criar «mecanismos mais inteligentes» para apoiar essencialmente as Pequenas e Médias Empresas (PMEs). Desta forma o Executivo irá dinamizar a Bolsa de Contrapartidas, onde está a ser estudada uma verba que incluirá o apoio a PMEs em sectores em crescimento, como os das TI.

No que concerne ao papel do capital de risco na ajuda às PME, Nelson Souza reiterou a necessidade de adaptar as actuais sociedades públicas e privadas. «As actuais sociedades de capital de risco, tal como estão, dificultam a ajuda a micro-projectos», pelo que Nelson Souza refere a necessidade de ajudar à criação de fundos que tenham essa função. O PRIME tem apoiado vários fundos destinados a ajudar micro-empresas, como é o caso do ISQ Capital.

No âmbito do SIME (Sistema de Incentivos à Modernização Empresarial), Nelson Souza diz já estar a ser lançado um apoio, de 15 milhões de euros, para o lançamento de projectos de investimento que visem a criação de condições que promovam a “clusterização” e a inovação de actividades consideradas estratégicas, como o turismo, saúde, lazer, moda e habitar. Neste programa, para valorização industrial de actividades de Investigação & Desenvolvimento Tecnológico existe uma verba de 10 milhões de euros.

De acordo com o divulgado pelo Diário Económico, o SIME vai aprovar apenas os projectos destinados à produção de bens e serviços transaccionáveis. A restrição, para vigorar ao longo do próximo ano, é apontada, pelo gestor do PRIME, como exemplo das medidas que estão a ser tomadas para tornar os incentivos ainda disponíveis mais focalizados e selectivos. «O papel aceita tudo. Se as exportações passam a ser o critério de selecção, toda a gente vai começar a exportar», antevê Freire de Sousa. O economista dá ainda o exemplo do que acontece com a definição de mercados-alvo. Sempre que um ministro chinês ou russo visita o país, a China e a Rússia passam a ser mercados prioritários, sublinha. «É preciso ir mais fundo», defende o responsável. Com esta alteração, o SIME entra na sua quarta versão.

Está a ser ultimado outro programa, denominado SIED (Sistema de Incentivos à Economia Digital) que visa «incentivar as PME a utilizar as TIC e a estarem na Internet, não é um apoio directo às tecnologias, mas potencia o mercado», explica o gestor do PRlME. Sem querer avançar estimativas, Nelson Souza acredita que «poderá haver uma adesão de algumas dezenas de empresas».

De acordo com o divulgado no sítio da Internet do PRIME, o SIED «tem por objectivo apoiar projectos que visem dinamizar a participação das pequenas e médias empresas na economia digital, actuando ao nível do reforço das capacidades técnica e tecnológica e da modernização das estruturas organizacionais, incluindo práticas de gestão modernas, e facilitando a inserção no mercado global e a passagem a estádios superiores de inserção na economia digital».