Primark regista trimestre positivo

O abrandamento do consumo afetou as vendas da retalhista britânica nos primeiros três meses do ano fiscal de 2024, mas uma forte época de Natal animou os resultados e impulsionou o crescimento.

Rita Ora x Primark [©Primark]

Nas 16 semanas até 6 de janeiro, as vendas da Primark somaram mais 7,9% do que no mesmo trimestre do ano fiscal de 2023, mas em termos comparáveis a subida é de apenas 2,1% – um resultado conseguido graças a preços médios de venda mais altos e uma época natalícia forte, que compensaram a saída mais lenta da coleção de inverno devido às temperaturas anormalmente quentes.

«A nossa oferta de produto teve uma boa performance no período. As vendas de vestuário de homem e senhora foram fortes, sobretudo no vestuário de performance, tempos livres e formal, assim como na nossa coleção com a Rita Ora. As vendas das gamas de Natal foram igualmente fortes e com boas vendas no geral. No início do período, as vendas de muitas das nossas categorias para o tempo frio foram mais lentas inicialmente, mas melhoraram muito com as recentes temperaturas baixas», indica a Associated British Foods, detentora da Primark, em comunicado.

Em termos de mercados, as vendas totais no Reino Unido subiram 4,5%, enquanto as vendas comparáveis registaram um incremento de 3,8%. A trajetória foi de crescimento até ao Natal e a retalhista atingiu uma nova quota recorde no mercado de 7,1% nas 12 semanas até 10 de dezembro, o que representa uma subida de 0,1% face ao ano passado.

Na Europa excluindo o Reino Unido, as vendas totais no primeiro trimestre subiram 8,1% e as vendas comparáveis aumentaram 1,3%. «A performance foi mista, com alguns países com bons resultados e outros afetados por uma combinação de comparações fortes do mesmo período do ano passado e condições económicas locais», refere o comunicado.

Já nos EUA, as vendas aumentaram 45% nos três meses até ao início de janeiro, impulsionadas pela abertura de novas lojas.

«A contribuição do nosso programa de abertura de novas lojas continua muito forte, já que a nossa expansão de lojas prossegue, com oito lojas abertas no período: três em França, três nos EUA, uma em Espanha e uma na Polónia», descreve a Associated British Foods.

A retalhista sublinha ainda que o nível de stocks está «numa boa posição», acrescentando que «continuamos a monitorizar a situação no Mar Vermelho, mas nesta fase não esperamos qualquer disrupção significativa da nossa cadeia de aprovisionamento».