Primark faz avanços na sustentabilidade

A retalhista afirma, no seu mais recente relatório de sustentabilidade e ética, que 55% das roupas que vendeu durante o último ano continham materiais reciclados ou aprovisionados de forma mais sustentável.

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Os valores mostram uma evolução em comparação com 45% no ano passado. «Continuamos a desafiar-nos para subir a parada para aquilo que responde aos nossos critérios de etiqueta Primark Cares», refere o relatório da Primark, que sublinha o compromisso de «que todas as nossas roupas sejam feitas de materiais reciclados ou aprovisionados de forma mais sustentável até 2030».

A retalhista tem uma parceria com a Recover, que «está a ajudar-nos a expandir a nossa utilização de algodão reciclado mecanicamente», assim como a usar fibras de viscose e liocel.

Além disso, está a celebrar 10.º aniversário do Programa de Algodão Sustentável Primark (PSCP na sigla em inglês), com quase 299.388 agricultores formados em métodos agrícolas mais sustentáveis, o que superou a meta de 275.000 agricultores prevista atingir até ao final de 2023. 46% do vestuário vendido continha algodão orgânico, reciclado ou proveniente do programa PSCP.

A Primark reforçou igualmente os esforços para prolongar a vida útil das peças que vende, tendo recolhido 347 toneladas de vestuário e calçado, sendo que 69% dessas doações terão sido revendidas para reutilização – os artigos são selecionados e classificados pela parceira Yellow Octopus –, com as restantes a serem recicladas.

A retalhista também lançou uma plataforma de rastreabilidade e conformidade com a TrusTrace para ajudar a recolher dados de toda a cadeia de aprovisionamento de produtos, desde as matérias-primas até ao produto acabado. Essa informação irá contribuir para que a Primark compreenda e faça melhor a gestão da sua cadeia de abastecimento.

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Nesse sentido, a Primark tem também oferecido apoio aos fornecedores para compreenderem a oportunidade de mudar para fontes de energia renováveis ​​e intensificou os seus programas de eficiência energética em 57 fábricas no Bangladesh, China e Camboja.

A retalhista, de resto, estabeleceu como objetivo reduzir para metade as emissões de carbono em toda a cadeia de valor até 2030, uma meta que foi agora avaliada e validada pela Science Based Targets Initiative (SBTi). Contudo, tendo em conta o ano de base – 2018/2019 – a Primark aumentou em 11% as suas emissões totais, resultado de uma subida de 12% nas emissões de âmbito 3 (Scope 3) e uma descida de 40% nas emissões de âmbito 1 e 2.

Dentro das suas próprias operações, a Primark tem-se concentrado na redução do uso de energia nas suas lojas e na utilização de mais energia renovável. Cerca de 70% das suas lojas são agora alimentadas por energia renovável ou de baixo carbono e 141 lojas mudaram para iluminação energeticamente eficiente.

«O nosso desafio será continuar a acelerar os nossos compromissos Primark Cares para responder ao ritmo necessário de mudança, no nosso negócio e com os nossos fornecedores», sustenta Lynne Walker, diretora da Primark Cares, a estratégia de sustentabilidade da Primark.

«A mudança é desafiante, mas continuo encorajado pelo nosso progresso e estou orgulhoso dos nossos colegas, parceiros e fornecedores que partilham a nossa visão e estão a mudar connosco pelo futuro e pelo melhor», sublinha Paul Marchant, CEO da Primark.