Presente antecipado em Outubro

Os retalhistas britânicos tiveram o melhor crescimento das vendas de Outubro dos últimos sete anos, com as vendas de roupa a serem ajudadas pela venda de fatos para o Halloween e comparações mais fáceis com o período de há um ano atrás, quando o consumo caiu em queda livre. De acordo com os novos dados publicados pelo British Retail Consortium (BRC), as vendas em valor aumentaram 3,8% em relação a Outubro de 2008. Em termos totais, as vendas aumentaram 5,9%, em comparação com o declínio de 0,1% registado no mesmo mês do ano passado. O vestuário e o calçado evidenciaram um crescimento mais forte do que em Setembro, revelou o BRC, mas os valores, avisa, têm como termo de comparação as enormes quebras registadas há um ano atrás. «Estes resultados são encorajadores – o melhor crescimento comparável e total para o mês de Outubro desde 2002», explicou o director-geral do BRC, Stephen Robertson, ao Just-Style. «Contudo, estas comparações são feitas em relação aos números terríveis do ano passado, em que os últimos três meses foram todos negativos», ressalva. Pelo segundo mês consecutivo, o sector não-alimentar registou melhores performances que o sector alimentar, estimulado por uma forte performance do vestuário de senhora e calçado. O vestuário infantil recebeu também um grande impulso, resultante do consumo relacionado com o meio do período escolar e com o Halloween. Embora o optimismo esteja em alta para a aproximação ao Natal, Helen Dickinson, chefe de retalho na KPMG, avisa que «as previsões a longo prazo mantêm-se consideravelmente mais difíceis, tendo em conta a conjuntura económica, os níveis de desemprego, a incerteza em relação ao aumento do IVA e ao impacto da futura política fiscal após as eleições do próximo ano». As vendas de artigos não alimentares fora das lojas (Internet, encomendas por correio ou vendas por telefone) de Outubro foram 18% mais elevadas do que há um ano atrás, apesar da interrupção causada pelas greves dos correios. «Em que medida é que isto cimenta e aumenta ainda mais as vendas nos meses críticos antes do Natal pode depender das greves dos correios», sublinhou Sharon Hardiman, responsável de retalho fora das lojas no BRC, avançando ainda que «a quota do on-line no consumo geral do Natal depende muito dos consumidores terem a certeza de que os retalhistas podem entregar-lhes os artigos».