
A Ramiro & Carvalho foi distinguida na categoria Indústria 4.0. A empresa providencia um serviço total ao cliente, desde o design de coleções de vestuário por encomenda até à distribuição dos artigos. Com 114 funcionários divididos por duas unidades, a empresa começou a usar robôs na produção há 12 anos, tendo adaptado tecnologia usada na indústria automóvel à sua unidade de estamparia.

«Este prémio é de toda a empresa, de todos os colaboradores, e em especial do meu pai», afirmou Sandra Teixeira, salientando que «a Indústria 4.0 está há muitos anos implementada na nossa empresa». A empresa conta ainda com soluções tecnológicas que permitem melhorar a eficiência e a gestão, com controlo em tempo real das encomendas, da produção e dos pedidos aos fornecedores, assim como geração automática de relatórios sobre consumos e custos.

Com mais de 50 anos de atividade, a Confetil tem sido uma das pioneiras na transição sustentável, tendo adotado como princípios orientadores os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, em particular no que diz respeito às condições de trabalho e crescimento económico (ODS 8), produção e consumo responsável (ODS 12), ação climática (ODS 13) e parcerias (ODS 17). Em 2023, todo o algodão usado pela empresa foi orgânico e toda a eletricidade consumida foi proveniente de fontes renováveis. Arrecadou o galardão na categoria de sustentabilidade. «Este prémio é totalmente dedicado à nossa colaboradora Dionísia Portela [diretora de sustentabilidade]», afirmou, no momento em que recebeu o prémio, Alain Picciotto, administrador da Confetil.

Nas marcas, a Portuguese Flannel destacou-se. Juntando as experiências e o conhecimento de quatro gerações – a família dedica-se ao têxtil desde os anos 1930 –, cria peças de vestuário com um design único, preservando a tradição, mas sempre com carácter de inovação. «Traduz, no fundo, a nossa personalidade, o nosso gosto e as nossas memórias», resume António Magalhães, que fundou a marca há 12 anos juntamente com o irmão. Atualmente a Portuguese Flannel conta com duas lojas próprias – uma no Porto e outra em Lisboa – e está à venda online e em múltiplos pontos de venda físicos, tanto na Europa como nos EUA.
O prémio de maior crescimento das exportações foi entregue à Anglotex.
Fundada em 1991, a empresa cresceu de um pequeno negócio criado numa garagem para uma empresa familiar dedicada à confeção de vestuário de homem, senhora e criança que emprega 200 pessoas. Em 2023, exportou mais de 30 milhões de euros para mercados como Inglaterra, Itália, França e EUA e espera, dentro de cinco anos, duplicar este valor, estando a fazer investimentos numa nova unidade produtiva. «A equipa é muito forte e está cada vez melhor. Dependemos de nós para continuarmos a dar um bom serviço aos nossos clientes e continuar a crescer», acredita Marco Gomes, a segunda geração à frente do negócio, responsável pela área comercial.

Os Prémios de Excelência Empresarial foram atribuídos ontem, 5 de dezembro, no Palácio da Bolsa no Porto, numa iniciativa do CENIT – Centro de Inteligência Têxtil, com o apoio da ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção, inserida no Projeto Lusitano, que se repete há vários anos.
«Desde 2017, e incluindo os premiados deste ano, já distinguimos 38 empresas», indica Luís Hall Figueiredo, presidente do CENIT, responsável pela iniciativa, que integra o Projeto Lusitano. «Estas empresas são destacadas como exemplo, pelas suas boas práticas em diferentes áreas, e podem ser uma referência para outras, para que se crie um ciclo virtuoso que impulsione, ainda mais, a competitividade da indústria portuguesa de vestuário», conclui.









