Première Vision confirma datas para julho

Depois de uma edição «sólida» com mais de 30 mil visitantes em Villepinte, a feira parisiense está já em preparativos para a reunir os produtores de fios, tecidos, acessórios, peles e vestuário de 2 a 4 de julho.

[©Première Vision]

A última edição fechou portas há apenas algumas semanas, mas a Première Vision garante estar já em preparativos para julho. «Estamos já a preparar a próxima edição da Première Vision Paris, que terá lugar de 2 a 4 de julho e estamos satisfeitos por anunciar que vamos renovar tanto os programas de Hosted Guest [compradores convidados] – que contou com mais de 200 convidados – como de Matchmaking, assim como aumentar os nossos esforços de comunicação», anuncia, em comunicado, Gilles Lasbordes.

Segundo o diretor-geral da Première Vision, face «à força e sucesso desta edição de fevereiro», que reuniu 1.180 expositores selecionados e atraiu 30.340 visitantes de 125 países, «temos todas as razões para estarmos confiantes com o calendário de 2024». E a proximidade com os Jogos Olímpicos, que este ano se realizam em Paris de 26 de julho a 11 de agosto, não deverão afetar os negócios, acredita. «A especulação está a cair e os hotéis e voos estão novamente disponíveis às taxas habituais», apontou. «A edição de julho parece promissora, alimentada por indicadores positivos que asseguram que as marcas virão a Paris», sublinha Gilles Lasbordes.

Sustentabilidade em foco

O que vai acontecer em julho está, para já, no domínio da futurologia, mas a última edição, que teve lugar de 6 a 8 de fevereiro, deixou bons indícios, pelo menos para os 70 expositores portugueses que marcaram presença, com uma aposta muito focada na sustentabilidade.

Anbievolution

A Anbievolution, por exemplo, decidiu não só levar produtos com fibras mais sustentáveis, mas usar essas fibras – e a explicação das mesmas – no stand. «Hoje em dia, os clientes só pedem sustentabilidade», justifica André Andrade, gestor da empresa.

A Troficolor, por seu lado, esteve em destaque pela sua oferta de deadstock – a que prefere chamar simplesmente de «artigos de moda que já existem» –, uma área que já trabalha desde 2019. «Foi uma feira extraordinária a nível de visitantes», reconhece Carlos Serra, CEO da empresa.

«O feedback que temos é que os clientes que nos visitaram no primeiro dia eram de melhor qualidade em comparação com o ano passado», refere, por seu lado, Catarina Cardoso, gestora de planeamento da Carmafil. «O número de visitantes foi igual, mas sentimos que foi de maior qualidade, portanto há potencial», acrescenta.

O balanço positivo foi também sentido pela Siena. «Em relação à última edição foi muito melhor, estivemos sempre a trabalhar», resumiu, no primeiro dia do certame, Ricardo Ferreira, CEO da empresa de confeção, que expõe na feira parisiense desde a integração da Zoom by Fatex e que se centrou igualmente nas questões da sustentabilidade, tanto na questão das fibras, como nos processos, nomeadamente ao nível das energias renováveis. A Siena tem igualmente proposto a utilização de deadstocks. «Há clientes que vêm falar connosco só à procura disso», refere Ricardo Ferreira. «As pessoas têm demonstrado interesse em tudo o que é sustentável», conclui.