Première Vision com menos italianos

Marcando o início de uma nova fase, mais plural, mais abrangente, e por isso mesmo, assumindo um novo nome, a Première Vision Pluriel reuniu, de 20 a 23 de Setembro, cinco eventos: Índigo, feira do design e da criação têxtil, Mod’Amont, feira dos acessórios, Expofil, feira dos fios e das fibras, Première Vision, feira de tecidos, e Le Cuir à Paris, feira de vestuário e acessórios em pele.

 

Quanto à representação nacional na Première Vision, esta foi composta por 20 expositores: Arco Têxteis, Beiralã Lanificios, Estamparia Textil Adalberto, Fábricas Barros III, Fareleiros, Fast Track By TMG, Flor do Campo, Gierlings Velpor, Lma, Mouras do Pereirinho, Oliveira Ferreira, Paulo de Oliveira, Penteadora, Riopele – Niki Bosch, Selectiva Moda, Somelos Tecidos, Tessimax, Teviz e V Fino. A Selectiva Moda também esteve presente, com um stand de apoio aos expositores nacionais e que com uma mostra dos painéis de tendências elaborados pela Unidade de Tendências do CITEVE.

 

A Expofil mostrou as propostas de 90 expositores oriundos de 20 países, entre os quais as empresas portuguesas Tearfil, Fisipe e Somelos Fios.

Todos os expositores nacionais contactados pelo Jornal Têxtil (JT), nomeadamente, a Têxtil Mouras do Pereirinho, a Somelos Tecidos, a Paulo de Oliveira, a Arco Têxteis, a Penteadora e a Fisipe, concordaram que houve uma diminuição do número de visitantes, mas, de uma forma geral, não consideraram este facto como necessariamente negativo, uma vez que a qualidade dos mesmos manteve-se inalterada. Por outro lado, todos manifestaram o seu desagrado a respeito de alguns boatos, acerca de uma suposta alteração do conceito da feira, nomeadamente no que diz respeito à abertura do espaço a expositores de países emergentes.

A Première Vision Pluriel e a Expofil registaram 31.959 visitantes, 1.217 menos do que a mesma edição do ano anterior, e o abandono de alguns expositores italianos, como por exemplo, Loro Piana ou Paolo Zegna, que optaram pela presença exclusiva na nova feira Milano Unica. Apesar deste facto, o director-geral do evento, Daniel Faure, realçou que «a feira continua a ser o maior evento, em número de expositores, para os fabricantes de fios e tecidos italianos», em clara referencia ao salão de Milão. Por outro lado, Faure justificou a quebra de visitantes afirmando que «nesta conjuntura de crise, houve uma natural redução das equipas comerciais enviadas pelas empresas. No entanto, todos os operadores mostraram-se satisfeitos com os resultados obtidos durante os quatro dias de feira».