Portugal Fashion amanhã em Paris

Portugal é amanhã um dos convidados de honra da Semana Oficial do Prêt a Porter em Paris. Oito de Outubro foi o dia escolhido para a apresentação da moda portuguesa na cidade romântica, assim como o de alguns criadores conhecidos como Valentino, Chanel, Jean Charles de Castelbajac e Clements Ribeiro. O local de apresentação dos criadores portugueses foi este ano alterado, passando do Carroussel du Louvre para um espaço mais próprio e independente como o Ancienne Cinemathèque, no Palais de Chaillot, por onde já passaram prestigiadas marcas como a Dries Van Noten e Chanel. Nesta 6ª edição do Portugal Fashion Paris, a organizadora do certame, a Associação Nacional dos Jovens Empresários (ANJE), alerta para a necessidade de se dar continuidade à iniciativa, contando para isso com o apoio do Estado, já que consolidar um conceito de moda em termos internacionais exige muitos anos, e Portugal está ainda a dar os primeiros passos. O presidente da ANJE, Manuel Fernandes Tomás, recorda ao Público o esforço que tem sido feito para promover o estilismo português, mas no ano em que termina o contrato-programa bianual com o Instituto para os Investimentos, Comércio e Turismo de Portugal (ICEP), financiado através do Programa Operacional da Economia (POE), sublinha a necessidade de se continuar por este caminho, e «admitindo que o POE não está ainda exaurido de meios financeiros, espero partir para mais dois anos de programa». Fernandes Tomás explica ainda, que se hoje países como a França, Itália e Espanha, têm uma grande afirmação internacional em termos de moda, deve-se a um grande esforço a nível de investimento público durante vários anos, e segundo o mesmo «nem os estilistas nem os industriais têm meios financeiros próprios para o fazerem», já que este ano, a iniciativa ficou pelos 500 mil euros. Uma das mais importantes conquistas do Portugal Fashion foi, para o presidente da ANJE, a aproximação entre o mundo industrial e o da criação. «Eram dois universos completamente apartados no país: tínhamos uma boa indústria de confecção, em que apostavam marcas internacionais, por um lado, e por outro os estilistas portugueses, que trabalhavam sem uma preocupação de industrialização das suas colecções. O facto de os termos posto juntos, fez com que eles se aproximassem e hoje é raro o estilista que não tenha um contrato para desenvolver colecções industriais». Com alguns negócios já realizados no ano passado, as expectativas para este ano cresceram ainda mais para os criadores portugueses. No entanto, e apesar das dificuldades, «hoje, a nível internacional, a moda portuguesa já vai sendo conhecida», afirma Manuel Fernandes Tomás. A pisar as passerelles da moda parisiense vão estar este ano Anabela Baldaque, Luís Buchinho, Paulo Cravo & Nuno Baltazar, Ráfia by Manuela Martins e Osvaldo Martins.