Portugal exporta menos vestuário de trabalho

Impulsionado pelo aumento da regulamentação relativa à higiene e segurança no trabalho, o vestuário para actividades profissionais é um segmento em ascensão a nível mundial. Para este incremento tem também contribuído a crescente importância da imagem nas políticas das empresas que são assim impelidas a investir em corporate wear.

Segundo um estudo publicado pelo Just-style ‘Global Market Review of Workwear’ o mercado mundial de vestuário de trabalho deverá atingir o valor total de 4,24 milhões de dólares em 2004 sendo de 4,49 milhões a previsão apontada para 2010. (Ver notícia no PT)

Tendo por base a análise do comércio internacional português desta categoria de produtos, constatamos que, de acordo com os dados do Observatório Têxtil do CENESTAP, foram exportados no ano passado 29,8 milhões de euros de vestuário de trabalho correspondendo a uma forte contracção face ao ano anterior (16,8%).

Esta redução reflectiu a evolução das exportações de calças e jardineiras de trabalho que representam 43,8% das exportações nacionais e cujas vendas ao exterior caíram 35,9% passando de 20,4 milhões em 2003 para 13,1 em 2004. Todavia, o aumento das exportações do outro vestuário de trabalho (excepto casacos e conjuntos) em 9,9% contribuiu para suavizar este efeito, uma vez que esta categoria é responsável por 41,8% das exportações nacionais.

 

A Europa Comunitária absorve 66,3% das exportações nacionais, contudo, Portugal tem vindo a perder quota nas importações deste mercado. Em 1998, 4,0% das entradas na U.E. de casacos e 4,5% de calças e jardineiras tinham origem nacional, ao passo que em 2004, estes valores equivaliam a 1,8% e 1,1%, respectivamente.

Contrariando esta tendência descendente, no ano passado a quota nacional nas importações comunitárias de conjuntos e casacos para trabalho registou um aumento 1,1 pontos percentuais e de 0,7 pontos percentuais, respectivamente traduzindo um crescimento das importações de produtos com origem portuguesa superior ao crescimento médio das importações comunitárias.

Por fim, no que se refere ao preço médio das importações com origem nacional em comparação com o preço médio de importação total constatamos que os produtos lusos são em média de gama superior, na medida em que, detém preços mais elevados do que os preços médios de importação da U.E. com destaque para os casacos e conjuntos cujos preços correspondem a mais do dobro dos preços médios de importação da Europa Comunitária.

Esta informação é publicada em Ficha Sectorial disponível no PortugalTêxtil.com