Polopiqué afirma têxteis-lar nos mercados externos

Nos últimos dois anos, a empresa portuguesa tem estado a lançar internacionalmente o segmento dedicado à casa, aproveitando as vantagens da verticalidade e o know-how nos tecidos e confeção para responder a todas as necessidades dos clientes.

Mónica Andrade e Maria Sousa

A recente estreia da Polopiqué na Guimarães Home Fashion Week representou mais uma aposta na diversificação de mercados da empresa, que aproveitou para apresentar a nova coleção de têxteis-lar num evento perto de casa. «Ter aqui uma seleção tão boa de clientes que vêm visitar a nossa cidade é ótimo. Facilita-nos imenso ter a Associação Home From Portugal a reunir esta lista de clientes para nos vir conhecer. São potenciais bons clientes e é uma forma fácil de ter acesso a eles», sublinha Maria Sousa, diretora de marketing da Polopiqué.

Às propostas reveladas em janeiro na Heimtextil, a Polopiqué acrescentou almofadas decorativas, pijamas e robes. «É só uma amostra para o cliente perceber o potencial daquilo que podemos fazer. Depois pode ser sempre adaptado à necessidade do cliente», indica.

A coleção, que foi desenhada e produzida internamente, é uma mostra da simbiose entre a produção de tecidos e a confeção de vestuário, evidenciando as valências da empresa nas várias áreas. «Como trabalhamos vestuário, temos todo o know-how para fazer tudo. A nossa vantagem em relação aos outros fornecedores é precisamente o facto de termos know-how na parte do vestuário, em que podemos oferecer aos nossos clientes não só a parte de casa, seja a cozinha, seja a cama, seja a decoração, como cortinas, mas também lingerie, com modelos que nós próprios podemos desenhar, porque temos equipa de design também para isso, e com o fitting certo para as exigências dos nossos clientes», realça Mónica Andrade, gestora comercial da Polopiqué, ao Portugal Têxtil. «Estamos a lançar uma coleção para casa, resgatando as nossas origens na produção de tecidos para decoração de casa», resume.

Também por isso, a variedade de matérias-primas usadas é grande, do linho ao algodão com fios finos, algodão orgânico, cânhamo e reciclados. A empresa também utiliza fibras como urtiga e ananás. «Estamos sempre a tentar inovar», destaca Mónica Andrade.

O controlo completo do processo, uma vez que a empresa é vertical, da fiação à confeção, tem sido uma mais-valia para a área dos têxteis-lar, que está a ser lançada há cerca de dois anos nos mercados externos. «É uma área em que estamos a renascer», assume a gestora comercial da Polopiqué, que relembra que a empresa tem já uma longa história na área dos tecidos de decoração.

Europa, EUA e Canadá são mercados onde a empresa está já presente, mas o objetivo é aprofundar estas relações comerciais e expandi-las a novas geografias. «Gostaríamos muito de abranger não só toda a Europa, como também os EUA e Canadá – estamos a tentar criar contactos e clientes nesses mercados. Quem sabe os Emiratos também, porque também podem ser um bom cliente», aponta Mónica Andrade. «Estamos abertos ao mercado global», conclui.