Depois de 10 anos a produzir vestuário de homem e senhora, há 10 anos atrás a empresa têxtil de Esposende Etfor decidiu dar os primeiros passos no segmento de vestuário para criança, e satisfeita com os resultados, a empresa foi começando a dividir o volume de produção entre esta linha e as anteriores linhas de adulto até chegar ao equilíbrio actual. Dada a satisfação com esta aposta, o know-how adquirido depois de prepararem durante aqueles anos colecções infantis para grandes marcas internacionais, e o aperceberem-se de que mesmo enfrentando dificuldades conjunturais, os adultos podem diminuir a sua despesa no vestuário, pois como comenta Bruno Correia, director de marketing da empresa ao Portugal Têxtil (PT), «os pais tentam dar o melhor que podem aos seus filhos», decidiram criar a sua marca. E assim nasceu a PlayUp. Com dois anos de existência, fez a sua estreia no retalho na loja própria no Via Catarina, no Porto, a que se seguiu uma em Braga, e pode encontrar-se em mais dois pontos multi-marca: em Barcelos ou em Barcelona. «Ainda vamos estar presentes em três pontos de Itália», acrescenta Bruno Correia ao PT. Em cada colecção «o design é concebido por uma estilista portuguesa na empresa, e a comunicação e imagem são da minha responsabilidade. Asseguramos também a modelagem, o corte e os acabamentos, subcontratando a confecção». O director avança igualmente que estão em estudo algumas hipótese de franchising e que estão atentos a outros mercados, como o Dubai ou Angola, mas este país «ainda tem um problema de infra-estruturas, e estamos a aguardar receber mais informação do Icep para tomar uma decisão». Questionado sobre quanto tempo demora hoje em dia a lançar uma marca e atingir a maturidade do seu ciclo de vida, Bruno Correia quantifica «em seis ou sete anos». Já a Etfor tem os seus principais clientes na Alemanha (cerca de 60%), em França (10%) e na Holanda (10%). Não tem clientes em Portugal, país que é seu fornecedor de malhas e dos tecidos de algodão, sendo que para os restantes tecidos e gangas recorre aos mercados espanhol e italiano. Este último «ainda ganha aos portugueses na qualidade e nos acabamentos». Sentiu uma diferença significativa no mercado em 2005, com a liberalização (6,164 milhões de euros de volume de negócios em 2005, contra 7,016 milhões em 2004), «sobretudo por parte dos clientes que têm colecções de homem, com menos intervenção de mão-de-obra especializada, pois nos clientes que encomendam colecções de senhora, onde também está implícito mais know-how, não sentimos tanto». E um dos seus clientes é a Zara, «que tal como outros clientes internacionais, depois de tentar fazer o seu sourcing no Oriente está a voltar a colocar mais encomendas em Portugal, e a nossa empresa não é excepção», refere. Isto porque, para o director, «Portugal conta com a proximidade ao mercado europeu e com a possibilidade de o fornecer nas pequenas séries, com resposta rápida e qualidade». «Portugal sempre foi forte no Têxtil, mas agora com as actuais adversidades é que se vê quem tem qualidade para continuar a fazer negócio. E todos este passos que agora se salientam para garantir a presença no circuito têxtil mundial, como a criação de marca própria e a internacionalização, por exemplo, já deviam ter sido iniciados há muito tempo, mas faltou-nos a todos, empresários, Associações e Governo, cultura económica para nos apercebermos disso», acrescenta. «De qualquer forma, agora sentimos um maior acompanhamento da parte das Associações (neste caso em particular da Anivec/Apiv), e do Icep, que partilham mais das nossas preocupações, e esta iniciativas de internacionalização das nossas marcas só podem ser elogiadas», complementa Bruno Correia, ao PT










