O sector têxtil e de vestuário da UE precisa de uma maior fatia de fundos europeus para melhorar a sua competitividade global, de acordo com a opinião dos delegados à conferência de Bruxelas que aconteceu nos dias 30 e 31 de Maio.Apesar de já terem sido disponibilizados 50 mil milhões de dólares para projectos conjuntos de pesquisa por toda a Europa, a liderança na inovação do sector não pode ser mantida sem mais fundos europeus, insistiu Dick Hendriks, director da Tem Cate Advanced Textiles e presidente do conselho governativo da Plataforma Tecnológica Europeia para o Futuro dos Têxteis e Vestuário.A segunda conferência organizada por este fórum de accionistas contou com a presença de cerca de 200 representantes de institutos de pesquisa, universidades, federações têxteis e de vestuário assim como funcionários da Comissão Europeia.O tema em debate foi a "Inovação nos Têxteis e Vestuário", e apesar de ter sido uma excelente oportunidade para contactar com peritos de topo nos têxteis e funcionários da Comissão Europeia, a reduzida presença de gestores da indústria foi impressionante.A agenda de pesquisa estratégica da Plataforma Tecnológica Europeia em Junho de 2006 reuniu a visão e o conhecimento de cerca de 500 peritos do sector, e serve como base para os fundos da Comissão Europeia de projectos de pesquisa relacionados com têxteis do 7.º Quadro Comunitário de 2007-2013.Durante este período, mais de 50 mil milhões de euros serão gastos em pesquisa conjunta para melhorar a situação de competitividade geral da Europa.Hendriks realçou que uma nova geração de roupa e equipamento de protecção inteligente tem sido promovida com sucesso como um dos mercados principais para a UE. Do mesmo modo, espera que a Plataforma Tecnológica tenha sucesso a propor têxteis para medicina e materiais altamente resistentes como mercados preferenciais. Projectos de pesquisaLutz Walter, director de pesquisa na Associação Têxtil Europeia, a Euratex, comentou os resultados de um estudo recente da NetFin Tex. A NetFin Tex é um projecto que liga investidores financeiros e especialistas de negócios no sector têxtil e de vestuário europeu.O estudo revelou que ainda falta fazer muita coisa para ligar as empresas que precisam de fundos de inovação e os possíveis investidores por toda a Europa.No sector de vestuário europeu, estão depositadas muitas esperanças no ambicioso projecto de investigação Leapfrog, que coordena actividades de pesquisa e tem como ambição gerar inovações tecnológicas para a produção de vestuário.Outro projecto interessante é o F2F (Fashion to Future – Moda para o Futuro), cujo objectivo é melhorar a competitividade das PME's têxteis/vestuário/calçado na área Euro-Mediterrânica ao encorajar a participação activa nos programas de investigação europeus.Foi visível, através dos case-studies de empresas apresentados durante a conferência, que a inovação tem várias faces.Um grande grupo como o Royal Ten Cate (771 milhões de euros de movimento em 2006) está bem equipado para chegar à liderança de marcado através da inovação tecnológica em várias áreas diferentes incluindo tecidos de protecção, geossintéticos, têxteis compósitos e relva artificial.As empresas de vestuário de dimensões mais modestas, contudo, preferem muitas vezes ser inovadoras nas suas estratégias ou no marketing.Sanda Loncar, directora da Potomac, produtora croata de fio, que tem 200 trabalhadores, disse à audiência que a sua empresa cresce uma média de 30% ao ano por ser consistentemente «diferente». Em 2003, a Potomac envolveu a arena da cidade de Pula com um fio vermelho de 808 metros de comprimento.










