Pitti Uomo inspira a moda no masculino

Entre amanhã e sábado, dia 14, Florença recebe a 69ª edição da Pitti Immagine Uomo, a feira de vestuário masculino mais marcante a nível internacional, com muitas novidades e com duas marcas portuguesas: a Vicri e a Pinho Vieira. O Portugal Têxtil (PT) falou com Luísa Santos, da Vicri. «Como habitualmente, as expectativas são altas relativamente à nossa participação na principal feira de moda masculina a nível mundial e aquela em que todos os anos fazemos a apresentação formal da nossa colecção. A Pitti Uomo é importante para a Vicri porque muitos compradores, sobretudo os asiáticos, escolhem este certame para verem a colecção e fazerem encomendas» declarou. Por outro lado, Luísa Santos realçou que, «em termos de imagem e marketing, é imprescindível para uma marca como a Vicri, que se posiciona no segmento alto estar presente neste evento. Por isso privilegiamos esta feira para fazermos a promoção da nossa Colecção Outono/Inverno 2006/2007. Relativamente à colecção, Luísa Santos revelou que a Vicri continua a apostar nas camisas e nas gravatas como imagem de marca, «com desenhos e modelos exclusivos, em que mais uma vez a cor é fundamental. No entanto, nesta colecção apostamos também bastante nos fatos, com mais modelos e desenhos e maior variedade de materiais. Pretendemos que a marca se aproxime do “Homem Urbano”, com crescentes níveis de exigência e de criatividade». Quanto à Pinho Vieira, a participação na Pitti Uomo é uma estreia. Fátima Pinto realçou ao PT a importância deste facto, uma vez que «a organização, ao aceitar a nossa participação prova que a marca tem potencial e capacidade. Em termos de estratégia de internacionalização, diria que é fundamental estarmos na Pitti Uomo, assim como vai ser importante estar em Nova Iorque, na The Collective, e na Semana de Moda de Barcelona, que serão as próximas etapas». Falando da Colecção Outono/Inverno 2006/2007, Fátima Pinto destacou «o regresso à tradição aliadaà inovação, que são os elementos mais relevantes desta colecção, estruturada sobre o vestuário clássico, mas que vai até á linha jeans que é utilizada como complemento. As características da melhor tradição da alfaiataria, alta qualidade e criatividade desenvolvem-se por toda a colecção. A colecção “revitaliza” o smoking nas novas combinações de tecidos e cores, «na busca de novos códigos de elegância, mas mantém-se fiel á sua forma». Quanto à linha desportiva, «o destaque vai para algumas peças, como as camisas com efeitos de sobreposição de tecidos axadrezados, são inspiradas nas típicas camisas da Nazaré, e em malhas bordadasà mão típicas da Póvoa do Varzim», terminou Fátima Pinto. Voltando à feira, a organização preparou um novo projecto, o “Pitti Immagine Rooms y Welcome”, um novo projecto dedicado às marcas do universo streetwear, que pretende destacar a cultura que nasceu nas ruas como fonte de inspiração para a arte, a música e a moda, influenciando milhões de pessoas. Os expositores estarão radicados na Stazione Leopolda, e são cerca de 40. Entre eles, estão nomes como Stüssy, Carhartt ou Freshjive. O espaço recriará um contexto metropolitano dinâmico e global: um skatepark convertido num grande cenário para concertos e uma área reservada para escritores. Segundo informações divulgadas pela organização, na feira os vistantes vão poder assistir às apresentações exclusivas de Alexander McQueen, Puma, ck Calvin Klein e Luna Rossa, e a marca francesa Maison Martin Margiela é a empresa convidada especial desta 69ª edição do certame. Para além disto, a “Fondazione Pitti Discovery” vai apresentar, no decorrer da feira, o trabalho de Rick Owens, um dos mais destacados designers de moda da última geração. Owens, de origem californiana, com estúdio em Paris, faz um trabalho designado como “minimalista gótico”, sintetizado na palavra “glunge” (glamour+grunge).