Perspetivas positivas para o mercado americano

O crescimento registado na época de Natal está a alimentar um otimismo moderado para a evolução das vendas a retalho nos EUA, com a National Retail Federation a salvaguardar que o valor oferecido aos consumidores será essencial no futuro.

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Os números divulgados pelo gabinete de censos dos EUA revelam um aumento de 3,8% das vendas na época de festas de 2023 em comparação com igual período de 2022, para um valor recorde de 964,4 mil milhões de dólares, que a National Retail Federation (NRF) sublinha ter sido conseguido «apesar da inflação contínua e das elevadas taxas de juro».

No ano completo de 2023, as vendas subiram 3,6%, para um recorde de 5,13 biliões de dólares.

«Os gastos dos consumidores foram admiravelmente resilientes ao longo de 2023 e terminaram o ano com um ritmo sustentado», aponta, em comunicado, Jack Kleinhenz, economista-chefe na NRF. «Embora a inflação tenha sido a maior preocupação para as famílias, o preço dos bens abrandou visivelmente e foi ajudado por um mercado laboral saudável», acrescenta.

«Apesar de toda a conversa sobre o sentimento do consumidor, penso que as coisas que realmente impulsionam os gastos do consumidor são a taxa de desemprego e o crescimento dos salários. E neste momento, a taxa de desemprego está muito baixa. O crescimento dos salários permanece estável, embora tenha sido um pouco moderado, mas ainda excede a inflação, e os consumidores votam com base no facto de terem ou não emprego, de estarem ou não a ganhar dinheiro», destaca Matthew Shay, presidente e CEO da NRF.

Já o futuro irá depender da capacidade de equilíbrio das taxas de juro por parte da Reserva Federal e de outros fatores externos, como o conflito geopolítico mundial e as eleições nos EUA.

Segundo Matthew Shay, as suas conversas recentes com CEOs de retalho indicam que as expectativas dos clientes subiram e o presidente da NRF acredita que, daqui para frente, os consumidores continuarão a procurar valor, para além de serem ponderados nas suas compras.

«No próximo ano, há o reconhecimento de que vai haver um acréscimo de importância na execução e quem executar a um alto nível vai ser bem-sucedido. Os que não o fizerem, talvez não sejam capazes de acompanhar o dinamismo na indústria», conclui Matthew Shay.