Patagonia recicla resíduos com a Eastman

A marca de vestuário de outdoor e a empresa produtora de fibras juntaram forças para reciclar, com a tecnologia molecular da Eastman, vestuário pré e pós-consumo da Patagonia que não possa ser usado.

[©Eastman]

O processo, que será aplicado a cerca de 3,6 toneladas de vestuário, envolve destruir as peças em blocos de moléculas que a Eastman irá depois usar para produzir novas fibras.

«Sabemos que os resíduos de vestuário são um grande problema e os consumidores querem, cada vez mais, soluções melhores e mais sustentáveis quando as peças de vestuário de que mais gostam chegam ao fim da sua vida», afirma Natalie Banakis, engenheira de inovação de materiais na Patagonia.

«As nossas colaborações mostram ao mundo o que é possível em termos de sustentabilidade», aponta Carolina Sister Cohn, responsável de marketing na área têxtil da Eastman. «Temos a tecnologia para tornar a indústria têxtil circular e sabemos que é necessária colaboração com marcas inovadoras para fazer com que a moda circular seja possível. Isto é apenas o início e estamos desejosos de mais colaborações ao longo de 2024», acrescenta.

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A Eastman, que recentemente anunciou ter obtido a certificação GRS para a fibra Naia Renew, fez também uma parceria na área da reciclagem com a Nord Pal Plast, parte do Dentis Group, uma empresa especializada na recuperação e reciclagem mecânica de embalagens PET. Através das unidades de reciclagem mecânica que detém em França, Espanha e Itália, o Dentis Group vai fornecer 30 mil toneladas por ano de resíduos PET pós-consumo rejeitados. Estes materiais, que atualmente não têm uma solução circular, serão reciclados na unidade de reciclagem molecular da Eastman na Normandia, em França, que está atualmente em construção.

«Esta parceria é uma prova do nosso objetivo comum de reduzir os resíduos plásticos e avançar na economia circular. Com mais de 70% de matéria-prima assegurada para a nossa próxima unidade de reciclagem na Normandia, incluindo materiais normalmente rejeitados pelos recicladores mecânicos, este acordo representa um elemento significativo na disponibilidade de materiais e reforça o nosso compromisso para com soluções sustentáveis», sublinha Brad Licch, vice-presidente executivo e diretor comercial da Eastman.

A nova unidade na Normandia deverá ser a maior unidade de reciclagem molecular do mundo. Quando estiver na sua capacidade total, após a fase 1 e a fase 2, poderá reciclar mais de 200 mil toneladas anualmente.