Paris minimalista

Paris voltou a adaptar a conhecida afirmação de que “menos é mais” no mundo da moda ao apostar, de uma forma geral, em colecções minimalistas e em cortes simples e limpos, trazendo de volta o minimalismo nas formas e nos materiais. Ao contrário de Nova Iorque que é reconhecida como um evento comercial ou de Londres que é mais experimental, Paris é habitualmente relacionada a peças elegantes e requintadas, apresentadas constantemente num ambiente de festa. Já anteriormente, aquando da apresentação das colecções para a Primavera/Verão 2010, muitos designers presentes no calendário oficial da moda da Cidade-Luz, tinham investido em visuais mais limpos e simples, como aconteceu com Celine ou Stella McCartney. No entanto, esse minimalismo parece ter sido levado ao extremo nas apresentações para o Outono/Inverno 2010-2011, surgindo todavia aliado à tecnologia dos materiais. Foram muitas as colecções que usaram e abusaram do couro, d mangas com formas arredondadas e de mistura de pretos, cinzentos e brancos. Felipe Oliveira Baptista procurou regressar ao essencial de um guarda-roupa multifuncional, criando vestidos com linhas simples mas polivalentes que podem adaptar-se a qualquer circunstância, dando requinte e sofisticação, ao visual. As cores preferidas do designer português foram o branco e o preto. Já a colecção de Stella McCartney apostou em linhas «polidas mas sempre elegantes» que, segundo o site de moda style.com, sintetizam de forma perfeita o ideal do próximo Inverno. Riccardo Tisci, criador da Givenchy, misturou formas limpas com a sensualidade e o drama dos cortes e das cores, traduzidos em rendas e transparências. Tratou-se de um minimalismo apresentado em plena sintonia com a própria essência do estilista. De igual forma, Alber Elbaz trouxe o tema para a Lanvin, misturando os traços arquitectónicos com um tribalismo contemporâneo, provavelmente oriundo das origens do próprio estilista nascido em Marrocos. Para o próximo Inverno, Hussein Chalayan propõe uma espécie de viagem por estradas americanas, numa mistura de culturas e referências. A parte mais clean da sua colecção, tem claramente inspiração na cidade de Nova Iorque. Já Phoebe Philo usou palavras como «forte, poderoso e reduzido» para definir a segunda colecção que assina para a Celine. A maneira como trabalha o couro e outras peles foi um dos destaques da sua linha. De igual forma, a criadora apostou em imponentes t-shirts que deram elegância aos visuais apresentados, que encontram na simplicidade a maior forma de luxo e ostentação.