Paquistão supera fornecedores comunitários

O Paquistão foi, em 2000, o principal fornecedor de Portugal de Fibras sintéticas ou artificiais descontínuas, superando os maiores exportadores comunitários, que representam cerca de 70% das importações totais nacionais. Esta posição conquistada pelo Paquistão, resulta dum incremento das respectivas exportações (17,4%) e duma variação em contraciclo das transferências oriundas dos parceiros que integram a União Europeia. Para além do crescimento das exportações deste país asiático, merece referência o acréscimo de quota da Índia, apesar de representar apenas 1/3 da posição detida pelo Paquistão. As importações portuguesas deste tipo de produtos totalizaram, em 2000, 314,9 milhões de euros, tendo registado um ligeiro decréscimo (4,4%) face ao ano anterior. Esta redução em valor foi acompanhada por uma diminuição em volume, implicando que o preço médio das importações não tenha sofrido uma alteração significativa, fixando-se em 3,92 euros/kg. Confrontando os preços médios de exportação dos diferentes fornecedores, constata-se que o preço médio dos artigos paquistaneses é inferior ao dos países comunitários, assim como da Turquia e Índia. Desagregando a classe de Fibras sintéticas ou artificias descontínuas nas sub-classes de fio e tecido, denota-se que apresentam um peso relativo semelhante nas importações nacionais, correspondendo, respectivamente, a 53,2% e 46,8%. Contudo, se a origem dos fios de fibras sintéticas ou artificiais é predominantemente do Paquistão, já os tecidos são oriundos da Espanha, França e Itália. Não deixe de consultar estes dados na secção de Estudos do Portugaltextil.com.