Paquistão e China iniciam conversações de livre comércio

O Paquistão encontra-se em conversações bilaterais separadas com a China e com a Malásia com o objectivo de diminuir as restrições comerciais existentes entre os países, estando prestes a assinar um acordo com Singapura, conforme foi referido pelo ministro do comércio paquistanês Humayun Akhtar. Prevendo a conclusão das conversações com Singapura ainda em 2006, o Paquistão planeia iniciar conversações comerciais com a Indonésia, com a qual já possui uma parceria económica generalizada. O Paquistão também quer iniciar conversações comerciais com a Tailândia, de acordo com o referido pelo responsável paquistanês para o comércio. Prejudicado pela seca que durou entre 2000 e 2002 e pela Guerra no vizinho Afeganistão em 2001, o Paquistão procura revitalizar a sua economia de 103 mil milhões de dólares através do comércio. A diminuição das barreiras comerciais com a China pode ajudar o Paquistão a alcançar um mercado de cerca de 1,3 mil milhões de consumidores. Akthar referiu ainda que já existem trocas comerciais isentas de taxas alfandegárias, ao nível da maquinaria chinesa, das frutas e dos vegetais. Segundo Akthar o objectivo do Paquistão é penetrar com os seus produtos no mercado chinês que se encontra em rápida expansão, beneficiando dos fornecedores de serviços e investidores chineses. De acordo com o referido pelo vice-ministro das finanças chinês, Li Yong, a China planeia fomentar o consumo interno através de gastos em pensões, educação e saúde pública num esforço para encorajar a procura pelas importações. Para além da China, o Paquistão tem agendada uma ronda de negociações com Singapura sobre um acordo de livre comércio em Julho. Segundo o primeiro-ministro paquistanês, Shaukat Aziz, o Paquistão prevê a assinatura de um acordo de livre comércio com a Malásia até ao fim do ano, procurando alcançar laços comerciais mais estreitos em áreas como a indústria aeronáutica, sector bancário e das comunicações. O Sul da Ásia está a movimentar-se para fomentar o comércio na região à semelhança do registado com o ASEAN (Association of Southeast Asian Nations) e com a União Europeia. O comércio entre os países do ASEAN é responsável por 60% das trocas comerciais dos países envolvidos e o comércio intra-comunitário é responsável por dois terços do comércio dos 25 Estados-membros. O comércio entre os países do Sul da Ásia corresponde a apenas 5% do total da região.