Os hipermercados ganham

Os novos formatos de distribuição ganham peso na distribuição textil e de vestuário em Espanha, graças ao aumento da facturação em mais de 500 milhões de euros, em detrimento do comércio multimarca e das cadeias especializadas. Segundo um estudo elaborado pelo Banco Cetelem, os hipermercados venderam artigos têxteis e de vestuário num valor de 4.088 milhões de euros em 2004, 508 milhões mais que em 2003. Além disso, a sua presença no mercado aumentou de forma pujante: se em 1999, a sua quota de mercado era de 14%, em 2004 já era de 19%. Outro dos formatos em franco crescimento é o outlet ou factory, com uma facturação de 860 milhões em 2004. O valor é considerável, tendo em conta que este formato facturou em 2003 um total de 315 milhões. Por outro lado, as quebras na facturação registam-se nos canais multimarca e nas cadeias especializadas. Em 2004, os canais multimarca venderam um total de 7.746 milhões de euros, valor inferior aos 8.129 milhões de 2003. O mesmo sucede com as cadeias especializadas que, entre um ano e outro, viram cair a sua facturação em 2,5%. Se as cadeias facturaram 5.075 milhões em 2003, um ano depois, o montante das vendas ficou-se pelos 4.948 milhões. Desta maneira, a concorrência entre antigos e novos formatos de distribuição é mais evidente, sobretudo, quando a facturação do sector textil e do vestuário espanhol vem apresentando valores de crescimento que flutuam entre 2% e 4%. Em 2005, a facturação do sector foi de 22.055 milhões de euros e as previsões deste ano apontam para 22.496 milhões. Quanto às quotas de mercado por cliente, segundo o Banco Cetelem, o gasto total em artigos de vestuário e calçado por parte das famílias espanholas foi desacelerando o seu crescimento até 2003. No entanto, esta tendência sofre uma alteração nos últimos anos, com crescimentos estimados de 2,2% e 2,5%, respectivamente. «O gasto médio por lar em artigos de vestuário e calçado mantém-se, nos últimos anos, em torno dos 1.525 euros», assinala o estudo do Banco. As mulheres são as principais consumidoras de artigos têxteis e de vestuário em Espanha e a sua quota de mercado foi de 38% em 2004. O homem detém cerca de 32% do mercado, a moda infantil, 9%, e, finalmente, 21% capitalizado pelo têxteis-lar. Segundo o mesmo estudo, os adolescentes são actualmente um dos melhores segmentos para o sector da distribuição têxtil. Em concreto, em Espanha há 3,2 milhões de pessoas entre os 13 e 19 anos de idade, ou seja, 7,4% da população espanhola, sendo que os adolescentes destinam 50,2% do seu “orçamento” ao vestuário.