Os fatos estão de volta

A tendência para as “casual Friday” terminou e o fato está de volta para se vingar – pelo menos é o que espera a Moss Bros. A empresa britânica mais conhecida pela sua roupa formal, anunciou uma forte descida nos lucros, culpando por esta quebra uma incursão mal gerida ao mercado de vestuário de casual. Em três anos, a Moss Bros viu os seus lucros descerem de 26 milhões de euros para 8 milhões de euros, uma performance que o seu presidente Keith Hammill, descreve como sendo “insatisfatória”. Mas agora, Hammill adianta que “as evidências apontam para que a tendência da moda seja voltar ao vestuário formal, uma área na qual a Moss Bros detém uma significante quota de mercado”. De acordo com o serviço de pesquisa de mercado, Fashion Trak, os gastos em roupa formal de homem aumentaram 5% no ano passado, enquanto que os gastos no vestuário casual de homem desceram cerca de 9%. A queda nas finanças da Moss Bros pode ser atribuída aos seus investimentos em marcas que estavam em baixa, como foi o caso da marca de roupa informal “Code” e a cadeia de desconto “Brand Centre”. As duas cadeias arruinadas somavam perdas de 5,22 milhões de euros no ano passado. Esta situação deve-se principalmente, admite Hammil, ao facto de ter faltado à empresa os conhecimentos e a coordenação para chegar ao sucesso em áreas não testadas anteriormente, tentando ao mesmo tempo manter o seu núcleo de negócio a funcionar com as cadeias Moss Bros, Hugo Boss e Cecil Gee. O futuro da Moss Bross parece especialmente sombrio quando comparado com rivais tais como Austin Reed, que se têm mantido fieis ao seu núcleo estratégico principal, apesar dos caprichos da moda. Na passada Quinta-feira, a Austin Reed anunciou um aumento de 21% nos lucros antes de impostos e adiantou que as vendas nas lojas abertas há pelo menos um ano subiram 10% desde o ano passado. Espera-se uma recuperação Ferida pela queda do preço das suas acções, a Moss Bros lançou agora um programa de recuperação concertado. A empresa está a separar a sua linha de marcas em três ramos distintos: o mercado de gamas altas, “Premium”, a nova marca “Moss” para o seu core business e a “Value Stores” para ajudar a remover o excesso de stock. A empresa ao mesmo tempo, comprometeu-se a uma maior concentração na eficiência e merchandising, dois factores aos quais a empresa deixou de prestar atenção a partir dos finais dos anos 90.

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