Onwork alarga as fronteiras da inovação

Foi a primeira empresa em Portugal a desenvolver, produzir e certificar um fato de combate ao fogo em espaços naturais. Mais recentemente, a Onwork esteve envolvida num consórcio que a juntou à Lemar para o desenvolvimento de uma bata que oferece proteção contra os raios X.

[©Onwork]

Fruto do projeto da Inova Têxtil de 2012, a Onwork tem vindo a desenvolver, promover e comercializar produtos hi-end para o mercado do vestuário de trabalho.

Foi a primeira empresa em Portugal a desenvolver, produzir e certificar um fato de combate ao fogo em espaços naturais – o Forest PT – e mais recentemente esteve envolvida num consórcio que a juntou à Lemar, no âmbito do Texboost, que culminou na criação de uma bata de proteção para profissionais e utentes sujeitos a raios X.

Depois de cinco anos a trabalhar neste projeto, a empresa abre caminho para a comercialização desta nova solução que, entretanto, desencadeou em outras como «saiotes, coletes e protetores de tiroide, isentos de chumbo, que  conferem, além de uma forte proteção, uma maior leveza e conforto comparativamente aos tradicionais» explica o CEO João Almeida.

Esta nova tecnologia foi estruturada para o mercado externo, «sobretudo para países bastantes desenvolvidos tecnologicamente e que reconhecem o valor acrescentado deste tipo de produtos, nomeadamente EUA, Reino Unido e Alemanha». Contudo, é também intenção da Onwork «comercializar estas soluções no mercado nacional, onde temos estabelecido alguns contactos com empresas na área da saúde», revela ao Portugal Têxtil.

I&D como estratégia

A Onwork tem, desde o início, um forte cariz de inovação, pelo que procura sempre canalizar investimento em atividades de I&D. «Mais importante do que valores, temos por princípio considerar 10% a 15% dos nossos resultados anuais em atividades de I&D», destaca o CEO.

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Neste sentido, a empresa especialista em vestuário de trabalho tem previsto, para o próximo ano, desenvolver um fato para ser usado em situações de resgate e salvamento. «Temos ainda previsto retomar e finalizar o projeto do fato de combate ao fogo estrutural, iniciado em 2018, conjuntamente com o CITEVE e o CeNTI», acrescenta João Almeida.

Este novo fato possui tecnologia incorporada, como sensores de temperatura, leitura de dados biométricos, avisos sonoros e luminosos de alerta, entre outros. «Contamos finalizar e colocar no mercado muito em breve», assegura.

Ano zero da internacionalização

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A pandemia trouxe, à Onwork, a hipótese de se internacionalizar. Contrariamente às vendas internas, que sofreram uma queda sobretudo no core business da empresa – o segmento fogo –, 2021 foi o ano de arranque da empresa no mercado externo.

«Em termos de mercado de exportação, o ano de 2021 foi positivo, apesar de ser o ano zero, uma vez que a empresa iniciou a sua internacionalização. Ainda assim teve alguma expressão em termos de peso no total de faturação. Até ao momento representa 8% do nosso volume de negócios», resume o CEO.