Onara Everywhere

A Onara vai abrir mais uma loja na terça-feira, dia 7, em Praga, capital da República Checa, e outra também neste mês de Março, em Estocolmo, capital da Suécia, no seguimento da sua estratégia de internacionalização, e acaba de lançar a sua nova Linha Ana & Louise neste Inverno. Estas novidades e a avaliação dos resultados de 2005 justificaram uma breve conversa com o CEO da empresa, José Miguel Barros… PortugalTêxtil (PT) – Qual é a razão desta aproximação aos países escandinavos e de uma nova loja em Praga? José Miguel Barros (JMB) – Os mercados escandinavos são muito interessantes para nós porque são muito virados para as marcas, e são permeáveis a marcas estrangeiras. Há também muitos estilistas novos na Dinamarca, e que estão a ter uma carreira muito interessante. Nós assistimos ao aparecimento de uma no stand em frente ao nosso na Ciff (Copenhaga), que nas últimas edições já se tem apresentado com um stand muito maior. A abertura da loja de Praga justifica-se porque surgiu uma boa oportunidade PT – Há uma clara distinção do tipo de cliente por mercado escandinavo? JMB – Sim, os dinamarqueses neste momento investem mais no vestuário casual, enquanto que os suecos são um pouco mais requintados, e investem mais na arte e na cultura, e de certa forma a aposta na moda sai a beneficiar deste interesse. PT – Algumas empresas presentes na ultima edição da Ciff depararam com visitantes que fazem consultas cirúrgicas apenas aos stands que lhes interessam, e não são muito curiosos… JMB – Estes mercados têm perfis de comportamento um pouco distintos, e exigem um «trabalho de casa» comercial prévio. Nós já estamos na Ciff há quatro edições, e a aposta neste mercados tem-se revelado muito recompensadora – neste momento temos muitos clientes suecos -, mas os resultados não são imediatos. PT – E também estiveram presentes na Magic, em Las Vegas. Interessa-vos o mercado americano também… JMB – Sim, mas para já apenas a costa Leste, onde já temos uma loja própria desde Maio do ano passado, em Nova Iorque. A Magic é uma feira muito generalista e muito global, e tem de se fazer o tal «trabalho de casa» para o mercado americano ocidental, o que não está previsto nesta fase. PT – E como tem corrido os negócios em Espanha? JMB – Também têm corrido muito bem, depois de Pamplona vamos abrir a segunda loja em Barcelona, em Setembro. Mas a experiência em Espanha faz-me sempre lembrar que há uns anos propus parcerias a algumas empresas antes de ir para lá, para por exemplo juntarmo-nos a uma marca de homem, mas os contactados não aceitaram. Agora estão arrependidos… PT – Vão apostar em mais mercados? JMB – Sim, vamos agora investir na Alemanha. PT – Qual foi o volume de negócios em 2005, e quanto variou relativamente a 2004? JMB – O volume de negócios em 2005 foi de cerca de 7 milhões de euros, representando um aumento de 9% em relação ao ano anterior PT – Como avalia estes resultados? JMB – Penso que, dada conjuntura de crise, foram bons, e ao fim ao cabo também foram o reflexo destes investimentos no retalho e desta consolidação da internacionalização. PT – E como avalia o recente lançamento da nova linha Ana & Louise? JMB – Foi a primeira colecção agora neste Inverno, destinada a conceder-nos uma linha num segmento um pouco mais elevado, e foi apresentada agora na Bélgica e em Madrid, com direito a um espaço próprio. Tem estado a correr muito bem, estamos satisfeitos.