Os preparativos para a reunião ministerial da Organização Mundial de Comércio (OMC), em Hong Kong, em Dezembro, estão a correr mal, segundo noticiado pelo Diário Económico.
Sobre a mesa, para alguns ministros que estiveram reunidos em Genebra, está uma redução do nível de ambição dos objectivos estabelecidos para o encontro, para outros a solução passará por adiar a reunião, com todos os riscos que isso implica, mas, há ainda quem defenda que o melhor é optar por uma Hong Kong 2, no início de 2006, uma vez que na ministerial de Dezembro os resultados serão muito parcos. Cerca de 20 ministros dos países membros da OMC estiveram reunidos no dia 8 de Novembro na sede da organização para tentar encontrar uma formulação aceitável para os termos do acordo sobre a liberalização das trocas mundiais, um dia depois da reunião entre os cinco grandes intervenientes da negociação em Londres, que terminou sem quaisquer resultados práticos. Perante as dificuldades óbvias, que mais uma vez são encabeçadas pelo dossier agrícola, o director-geral da OMC, Pascal Lamy, poderá optar por indicar quais são, na sua opinião, os objectivos razoáveis para a reunião de Hong Kong a 13 e 18 de Dezembro, que deveria encerrar dois terços do ciclo de negociações lançado em 2001, na reunião ministerial de Doha, no Qatar (Doha Round). A ronda, desta feita dedicada ao desenvolvimento, tem por objectivo reduzir as barreiras alfandegárias em todo o mundo ao nível da agricultura, indústria e serviços. O ministro brasileiro dos Negócios Estrangeiros, Celso Amorim, sugeriu que «poderia ser necessária uma Hong Kong 2», mas o comissário europeu do Comércio, Peter Mandelson, garantiu que ainda não desistiu de conseguir um acordo global. «No momento em que começarmos a reduzir as expectativas, arriscamo-nos a introduzir complacência», frisou, acrescentando que a sua opinião é que devem «continuar a pressionar para reduzir as diferenças». «Tudo isto tem a ver com caminhar no sentido de um consenso», sublinhou por seu turno, o representante norte-americano do Comércio, Robert Portman, à margem do encontro. Um consenso difícil tendo em conta que França continua firme na sua posição de que não aprovará nenhum acordo global que implique uma alteração da reforma da Política Agrícola Comum (PAC) levada a cabo em 2003.









