Oeko-Tex atualiza certificações

A entidade anunciou novas regulamentações para este ano, incluindo uma proibição imediata à utilização intencional de químicos PFAS em têxteis, peles e calçado, assim como novos critérios para microplásticos.

[©Oeko-Tex]

A alteração ao novo valor limite para o total de fluorinados – de 100 mg/kg – entrou já em vigor e afeta o Oeko-Tex Standard 100, assim como a certificação Eco Passport, tendo como objetivo assegurar que cumprem a legislação americana sobre PFAS (substâncias perfluoroalquiladas).

«Com a utilização disseminada de PFAS e o potencial impacto na saúde humana e no ambiente, são necessários ajustes rápidos», refere um comunicado do Oeko-Tex.

Já as restantes alterações deverão começar a ser implementadas a partir de 1 de abril, depois de um período de transição.

A certificação Oeko-Tex STeP, por exemplo, vai exigir que as unidades produtivas certificadas mitiguem e evitem a libertação de microplásticos durante os processos de transformação através da identificação e gestão ativa de riscos. Os microplásticos colocam uma ameaça aos ecossistemas marinhos e à saúde humana e podem ser libertados durante a produção e lavagem de têxteis e vestuário, sublinha a Oeko-Tex. «Ao responder aos desafios complexos colocados pelos microplásticos em cada fase do processo de produção, a certificação STeP pretende alimentar uma colaboração harmoniosa entre as práticas industriais e a preservação ambiental e apoiar e criar uma chamada à ação para as entidades certificadas STeP», indica a Oeko-Tex.

Há ainda ajustes aos valores limites de algodão geneticamente modificado na certificação Oeko-Tex de algodão orgânico, que passou de 10% para 5%. «O novo valor ainda contabiliza impurezas inevitáveis», acrescenta a entidade.

No caso do Oeko-Tex Leather Standard, está a ser aumentada a ênfase na rastreabilidade dos materiais em couro e na exigência de provas de origem dos materiais. «Em todo o mundo, uma área maior do que a UE foi desflorestada nas últimas três décadas. A regulamentação da UE para a desflorestação (UE 2023/1115), adotada no verão de 2023, inclui obrigações exigentes de diligência para as empresas que exportam ou colocam determinados materiais e produtos no mercado europeu», justifica a Oeko-Tex.

Foram também acrescentadas substâncias de elevada preocupação aos catálogos de valores limite para as certificações Standard 100, Leather Standard, Organic Cotton e Eco Passport, incluindo a bis(4-clorofenil) sulfona e o solvente 1,4-dioxano, «que podem ter efeitos sérios na saúde humana e no ambiente».