O selo de qualidade da JOF

É uma debutante na lista de expositores dos salões da especialidade, tem idade menor e um efetivo de 15 pessoas. Porém, olhando para a carteira de clientes da JOF, ninguém diria. A especialista em etiquetas em pele natural e sintética dá-se com os pesos-pesado da indústria e tem ambições de gigante.

Sediada em Guimarães, a empresa de base familiar estreou-se nas feiras este mês, no Modtissimo, com o objetivo de se «abrir ao mundo», como conta, ao Portugal Têxtil, Rui Freitas, diretor comercial e responsável de desenvolvimento da empresa fundada pelo pai, José Oliveira Freitas, há oito anos.

«Atualmente, 85% da nossa produção é exportada, direta ou indiretamente. Agora, queremos dar-nos a conhecer a quem não nos conhece», explica Rui Freitas, acrescentando que a JOF pretende também adicionar mais empresas portuguesas à sua carteira de clientes, que inclui marcas como a Tiffosi.

Francisco Pizarro, comercial da JOF e outro dos responsáveis pelo desenvolvimento, concorda sobre a importância estratégica da estreia no salão português para a expansão da empresa no mercado interno. «Temos já bastantes clientes, mas ainda não está tão consolidado como queremos», admite.

O grupo Inditex é, atualmente, o maior cliente da JOF e também o responsável por colocar a empresa nacional nas bocas do mundo.

«Enviamos as etiquetas para o Paquistão, Turquia, Bangladesh, Marrocos, etc.», enumera Francisco Pizarro.

A especialista em etiquetas em pele natural e sintética responde, dentro de portas, aos processos de impressão digital, a laser e queimadura a fogo.

«Mas o mais usual é a etiqueta em pele queimada a fogo, é a que tem mais saída, 70% a 75%», revela o comercial, apontando para uma produção média diária de 80 mil etiquetas.

Muito populares nos jeans, as etiquetas da JOF podem ainda ser encontradas em artigos de têxteis-lar, como cobertores e toalhas, considerando o vasto leque de referências da empresa.

«Nós já não fazemos só etiquetas, produzimos também as ferramentas para não precisarmos de subcontratar e para melhorar a nossa capacidade de resposta e o preço», destaca Rui Freitas, citando diversos investimentos no parque de máquinas da JOF nos últimos anos.

Em última análise, a maturidade da empresa de Guimarães vê-se noutros números.

«O ano de 2017 será um ano de crescimento, pode ser na ordem dos dois dígitos. Nos últimos quatro anos, a faturação tem crescido sempre», adianta o diretor comercial da JOF ao Portugal Têxtil.