O segredo está na Loja

A um aumento de cerca de 20% no volume de negócios e dos resultados de mais de 20% em 2004, relativamente a 2003, seguiu-se um aumento de 30% e 40% neste indicadores de 2005, relativamente a 2004, fruto da estratégia de crescimento anunciada pela Throttleman ao JT numa anterior entrevista, em 2005. Aquela consistia fundamentalmente em alargar a gama de artigos, acrescentando a linha de senhora, depois de ter incluído anteriormente a linha de criança, num objectivo de vestir «toda a família», expressão usada pelo presidente do Conselho de Administração da empresa, Nuno Gonçalves, com quem o PT teve uma breve conversa, permitindo concluir que a aposta no aumento da rede de retalho, como consequência directa do primeiro objectivo, se mantém em força para 2006… PortugalTêxtil (PT) – Como avalia os resultados de 2005? Nuno Gonçalves (NG) – Os resultados alcançados no exercício de 2005 representam um salto quantitativo importante, quer ao nível da dimensão da empresa – com volume de vendas a aumentar cerca de 32%, atingindo os 13,5 milhões de euros -, quer ao nível da rentabilidade – com um EBITDA (Resultados Operacionais), a apresentar um crescimento de 40%. Este crescimento foi possível graças ao forte investimento realizado no decurso de 2004 e 2005. PT – Sabemos que apostaram na diversificação – com a linha de senhora –, e no reforço da rede de retalho nacional, quer quantitativamente quer qualitativamente, para receber o cliente que quer «vestir toda a família». O retalho foi o principal destinatário desse investimento em 2005? NG – Sim, 84% do investimento realizado no decurso de 2005 foi afecto à rede de lojas, envolvendo quer aberturas, ampliações quer a remodelação das mesmas. PT – Contaram com ajuda dos programas de incentivos existente no Prime? E qual é a sua opinião da remodelação dos mesmos? NG – Tivemos um apoio do Prime para um projecto de investimento que se prolongou de Novembro de 2003 a Novembro de 2005 (no total de 1,77 milhões de euros, participado em 800 mil euros). Ficámos impressionados com o profissionalismo das entidades gestoras e com a celeridade que geriram todo o processo. Não conheço em pormenor a remodelação recente dos incentivos do Prime. PT – Quais são as perspectivas para 2006? NG – Para 2006 estima-se manter um forte investimento para que seja possível apresentar taxas de crescimento de actividade semelhantes às verificadas em 2005. PT – Pode especificar um pouco mais esse investimento? NG – Sim. O lançamento da linha de senhora em 2005 e os resultados animadores que tem apresentado, veio colocar uma forte pressão na ampliação das lojas para que se possa alargar ao maior número possível de lojas os 3 segmentos que trabalhamos actualmente – homem, senhora e criança. Deste modo, à semelhança do que sucedeu em 2005, a quase totalidade do investimento será afecta à rede de lojas.