O Presidente do ICEP – Portugal, Marques da Cruz, deu no fim da passada semana início ao projecto «Portugal Marca» que culminará, no final deste ano, com a definição de uma estratégia para reposicionar a imagem do nosso país no estrangeiro.
Esta é uma iniciativa do Ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, que confiou a sua operacionalização à capacidade organizativa do ICEP.
O «Portugal Marca» é um projecto mobilizador apelando à intervenção da sociedade civil para a definição do que deverá ser a imagem exterior do nosso país. Mais de 300 peritos em áreas como o Turismo, Empresas, Gastronomia, Design e Arquitectura, Ciência e Cultura, vão contribuir, ao longo de seis sessões, para a formação de uma visão partilhada da forma como Portugal quer ser percebido no estrangeiro. Contribuir com ideias para reposicionar a imagem do país e para o plano de acção para o concretizar.
Em cada sessão, um orador de referência na sua área fará uma intervenção com a sua visão de como a sua área sectorial é percepcionada no estrangeiro e como é que deveria ser percebida. Cada intervenção será analisada por um grupo de comentadores e enriquecida com os contributos de uma plateia de especialistas
A sessão dedicada ao Turismo terá como orador, o Comendador André Jordan; a sessão dedicada às empresas, Belmiro de Azevedo; a dedicada à Gastronomia, José Bento dos Santos; a dedicada à Arquitectura, Manuel Graça Dias; a sessão dedicada à Ciência Manuel Paiva e a sessão dedicada à Cultura, Eduardo Prado Coelho.
O conjunto dos seis contributos para as perguntas «Como queremos ser percebidos?» e «Onde queremos estar?» resultará num documento final a ser apresentado no dia 8 de Novembro. Esse documento constituirá a base de trabalho para a definição da nova «Marca Portugal» a ser apresentada ao longo do mês de Dezembro acompanhada de um plano de acções concretas para alterar a percepção de Portugal no estrangeiro.
Como já tínhamos referido em artigo anterior, a base da imagem de Portugal no estrangeiro será o símbolo criado por José Guimarães criado nos anos 90, sendo natural que este sofra um «restyling» que modernize o seu grafismo. O conjunto de acções a desencadear para alterar a percepção do nosso país será da responsabilidade de uma «Unidade de Gestão da Marca Portugal».
Alguns dos estudos realizados sobre o posicionamento de Portugal além fronteiras indicam que o nosso país é visto como símbolo de simpatia, história, tradição, sol, lazer, uma visão que se entende como incompleta, uma vez que não associa o estilo e a tecnologia.









