O grupo de moda italiano Benetton, uma referência no mundo das marcas de moda, está a encetar em 2007 mudanças estratégicas consideráveis após ter terminado 2006 com a surpresa do abandono do seu director-executivo. A nomeação de um novo responsável e uma redução de 20% nos seus preços de venda parecem apontar para uma clara reorientação estratégica da empresa. Silvano Cassano, director-executivo, e Francescco Facchini, director financeiro, abandonaram a Benetton em Novembro de 2006, deixando o grupo sem CEO (Chief Executive Officer) e CFO (Chief Financial Officer). A saída destes responsáveis deixou o grupo sem substitutos nos respectivos lugares durante alguns meses e deveu-se essencialmente a divergências entre estes e o conselho de administração no que respeitava à estratégia internacional da empresa, nomeadamente nos mercados emergentes. Durante o período que esteve sem executivos para estas duas áreas, a estratégia da Benetton ficou entregue a Luciano Benetton e ao seu filho Alessandro, enquanto que a gestão operacional da empresa ficou entregue aos gestores intermédios do grupo. Após alguns meses de análise e selecção, a Benetton nomeou Gerolamo Caccia como novo responsável pela gestão da empresa, ao mesmo tempo que anunciava um crescimento de dois dígitos nos seus lucros. O novo responsável pela empresa tem 52 anos e era director-executivo da Warner Music International. Por outro lado, e numa tentativa de alinhamento competitivo face a retalhistas como a Zara e a H&M, a Benetton procedeu a uma redução de 20% dos seus preços de venda. Esta redução foi atribuída aos menores custos de produção atingidos pelos seus fornecedores indianos e segundo a empresa, a utilização de fornecedores deste país asiático deve-se essencialmente a pressões do lado da procura e não a uma estratégia de redução de custos. Segundo responsáveis da empresa, a Benetton irá ter cada vez mais colecções correlacionadas com os países asiáticos quer em termos de padrões, quer em termos de fitting dos seus artigos.










