Nova Zelândia ratifica acordo de comércio livre com a UE

O acordo, assinado no ano passado, foi ratificado pelo parlamento do país e entrará em vigor no próximo dia 1 de maio, permitindo a exportação de vestuário feito na UE para a Nova Zelândia sem taxas aduaneiras.

[©European Union]

A Nova Zelândia notificou a União Europeia da ratificação do acordo ontem, 25 de março, de acordo com um comunicado do Ministro da Agricultura, Pescas e Caça, Floresta e Comércio, Todd McClay, que é também ministro associado dos Negócios Estrangeiros.

«A UE é um parceiro internacional importante e com uma mentalidade semelhante à Nova Zelândia. Este acordo de comércio livre dá uma plataforma para aumentar ainda mais a nossa relação comercial e aprofundar as nossas ligações de negócio», afirma Todd McClay.

O acordo tinha sido assinado em julho de 2023 e ratificado pelo Parlamento Europeu em novembro. «Embora vivamos em extremos diferentes do mundo, a UE e a Nova Zelândia são parceiros próximos, de confiança, credíveis e que pensam da mesma forma. Juntos, estamos a impulsionar o comércio mundial baseado em regras, num contexto de uma onda mundial de protecionismo e isolacionismo», salientou, na altura, o relator europeu Daniel Caspary.

A Nova Zelândia espera obter benefícios no mercado europeu para as indústrias de carne e laticínios, assim como a remoção de taxas em exportações como o kiwi. Já do lado europeu, as taxas alfandegárias serão eliminadas em produtos como o vestuário, químicos, medicamentos e automóveis, assim como no vinho e confeitaria.

A UE é, segundo a Reuters, que cita dados do governo neozelandês, o quarto maior parceiro comercial da Nova Zelândia. Segundo a União Europeia, o comércio bilateral de bens entre as duas regiões aumentou de forma consistente nos últimos anos, tendo atingido cerca de 9,1 mil milhões de euros em 2022.

Segundo a Comissão Europeia, com este acordo de comércio livre, as exportações anuais da UE para a Nova Zelândia deverão, potencialmente, aumentar para 4,5 mil milhões de euros na próxima década, o equivalente a 30%.

«Este acordo de comércio livre moderno traz grandes oportunidades para as nossas empresas, os nossos agricultores e os nossos consumidores, de ambos os lados. Com compromissos climáticos e sociais sem precedentes, impulsiona um crescimento justo e ecológico, ao mesmo tempo que reforça a segurança económica europeia», destacou, na altura da assinatura do acordo, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.

O acordo vai, gradualmente, ao longo de sete ano, eliminar as taxas da Nova Zelândia sobre 100% das exportações europeias e 98,5% das taxas da UE sobre produtos exportados da Nova Zelândia.