
A empresa portuguesa FA Company, co-proprietária e distribuidora da Riverwoods na Península Ibérica, reposicionou a marca nestes mercados em termos de preço e de design. No primeiro passo, esta possibilidade é facultada pelo facto da empresa «poder agora controlar directamente parte da produção», refere Hugo Mota, administrador da empresa, ao Jornal Têxtil (JT). No segundo passo, «apesar de ser internacional, a marca permite agora adaptar cerca de 20 por cento dos produtos aos nossos consumidores, sobretudo em termos de design e de tamanhos, o que possibilita uma maior aproximação ao nosso mercado», acrescenta. A empresa avança também com uma estratégia de marketing mais agressiva, «não só no montante de investimento na publicidade e comunicação, como também no nosso Cartão de cliente, que vai sair com mais vantagens para a estação Primavera-Verão», salienta o administrador. O investimento em publicidade é de cerca de 3,5% do volume de negócios. A quarta novidade é a aposta na área da logística, consubstanciada não só na inauguração em do novo Centro logístico na Trofa, com um total de 5 mil m2, como do recente fortalecimento da equipa de logística. «Desta forma a empresa consegue realizar uma mais eficiente gestão de stocks, o que possibilita reagir mais rapidamente às necessidades do mercado e abandonar a lógica de duas estações anuais». Estas quatro medidas permitem a Hugo Mota falar num «aumento do volume de vendas de 37% até ao final deste ano».
A FA Company era responsável pela distribuição da marca na Grécia e na Turquia, mas estes dois últimos «para já estão em stand-by», e em relação ao mercado espanhol «estamos em negociações com um parceiro local para operar lá, quanto a nós a melhor forma de trabalhar aquele mercado».
No retalho, a loja que tem os melhores resultados continua a ser a do Norte Shopping, seguida pela do Cascais Shopping. Este ano a Riverwoods inaugurou 5 lojas – Dolce Vita Porto e Dolce Vita Coimbra, Fórum Madeira, Fórum Aveiro e Factory Outlet -, onde «temos um novo conceito de loja».
«O conceito de Outlet é interessante, e tem funcionado com êxito na Europa, e em particular nalguns pontos de venda deste género em Portugal. A loja do Freeport vai certamente ter resultados interessantes no final deste ano, mas a loja onde penso que este segmento nos vai dar as melhores surpresas vai ser no Factory, de Vila do Conde», adianta Hugo Mota. A FA Company quer crescer ainda mais no retalho, pois «vamos, finalmente, e após várias solicitações, abrir a possibilidade de distribuir pelo sistema de franchising e multimarcas», desvenda Hugo Mota ao JT.