As estimativas apontam para um crescimento das compras on-line que rondará os 87 mil milhões de euros até 2010 e os retalhistas estariam a desperdiçar milhões ao não investir nos compradores on-line mais velhos (websurfers prateados), de acordo o estudo realizado pela Future Foundation.
Quase um em cada quatro adultos no Reino Unido comprou artigos on-line nos últimos seis meses, duplicando os números de há três anos atrás. Actualmente, quase dois de cada três adultos que estão a tingir a reforma utilizam a Internet, em comparação com o reduzido um terço de 2001, indicando uma iminente invasão lucrativa de compras on-line por parte dos websufers prateados. Segundo o estudo, as vendas on-line vão continua a aumentar sendo responsáveis por 20 por cento do total dos gastos com retalho até 2010. Cinco anos Um crescente número de compradores entre os 55 e 64 anos, tradicionalmente ignorados pelos retalhistas on-line, estão entusiasticamente a apanhar o comboio da Internet. Os investigadores estimam que dentro de cinco anos se aproxima uma revolução on-line alimentada pelos consumidores mais velhos. Estes dados baseiam-se nos resultados da Future Foundation que revelam a existência de um atraso entre dois a seis anos entre primeiro usar a Internet e depois passar a utilizá-la como forma de comprar. James Roper, responsável pelo retalho electrónico da Interactive Media in Retail Group (IMRG), afirmou, «os consumidores estão cada vez mais a encomendar com os seus teclados, mesmo assim os retalhistas não conseguem compreender como os consumidores querem comprar e como vão mudar no futuro». Muitas empresas ainda acreditam que o mercado on-line se dirige apenas à faixa etária inferior aos 30, afirma a IMRG, mas senão mudarem de atitude arriscam-se a limitar o crescimento das margens. «É essencial para o crescimento da empresa investir nestes compradores on-line mais velhos». Revolução Na verdade, de acordo com o estudo, a forma como vivemos e compramos está prestes a ser revolucionada. Cabe aos retalhistas, cujos websites actualmente se dirigem a consumidores mais jovens, despertar para a nova realidade. Websites que utilizam fontes pequenas ou textos de compreensão difícil, que tenham uma navegação mais elaborada ou que utilizam publicidade dirigida a camadas mais jovens, vão ser prejudicados a não ser que adiram à revolução dos websurfers prateados. «Se a tendência actual se mantiver, a proporção de utilizadores da Internet entre a população geral poderá atingir os 85 por cento até 2010, com um aumento de 80 por cento de pessoas a comprar on-line». Prevê-se que até 2050 a compra de vestuário seja também transformada com a criação de um eu virtual, vivo dentro do computador, com as nossas medidas exactas, cor de cabelo e de pele. A velha fita métrica deixará de existir já que o nosso computador se vai assegurar que a roupa, sapatos e acessórios nos servem e são adequados ao nosso corpo, antes de os encomendarmos. Tudo isto através de um click.









