«Nos primeiros nove meses do ano, o negócio correu normal»

2023 tem sido um ano típico para a Olmac, mas as perspetivas para 2024 deixam Orlando Miranda, CEO da empresa especializada em vestuário de desporto, mais cauteloso.

Orlando Miranda

A empresa está, por isso, a apostar na procura de novos clientes e em segmentos de mercado mais altos, assim como no lançamento de uma nova tipologia de produto.

Como é que está a correr o negócio para a empresa nestes primeiros nove meses do ano?

Nos primeiros nove meses do ano, o negócio está a correr normal. Não posso dizer que esteja a correr muito bem, nem posso dizer que esteja a correr muito mal. A expectativa que teríamos no início do ano passado está um bocado descurada, mas não está negativa. Estamos num nível que acho que é aceitável para a nossa tipologia de empresa, mas um pouco receosos com o final do ano e, principalmente, com o início de 2024.

A procura tem vindo a baixar?

Somos uma empresa que tem uma visão a seis ou nove meses. Obviamente, neste momento, eu tenho a perspetiva daquilo que será março e abril e, eventualmente, maio do próximo ano e quando olho para esses números fico um bocado apreensivo, comparados com o 2023 e com o 2022. Obviamente que estamos na expectativa de encomendas que estão a chegar, temos algum feedback, uns positivos, outros negativos e estamos na expectativa de novos clientes que estamos a angariar e ver o que é que daí pode advir.

Em termos de procura de novos clientes, a Olmac está a ir a feiras?

As feiras em si têm vindo a decair completamente, a última ISPO foi um bocado dececionante por causa da mudança de datas, um pouco pela apreensão que os clientes tinham relativamente ao facto de estar muito próximo do término do Covid. Vamos ver o que é que vai acontecer este ano, mas sente-se uma certa apreensão em termos gerais no mercado. A recessão na Alemanha é preocupante e, obviamente, todos sabemos que a guerra da Ucrânia e da Rússia é um problema. É um problema porque ficamos todos contraídos, ninguém quer despender e comprar quando não sabe qual será o dia de amanhã e qual o perigo que podemos ter amanhã. É sempre preocupante.

Que expectativas tem para a ISPO?

Espero que seja, pelo menos, igual à última. Apesar de ter sido pior, pelo menos, termos o mesmo fluxo de visitas que tivemos. Temos alguns contactos novos que estamos a fazer, que temos vindo a fazer durante este ano que sabem que vamos estar presentes e que já nos confirmaram a presença na ISPO. Temos alguns clientes que já nos visitaram, ou que vão visitar agora, e que nos vão visitar à ISPO também. Mas, obviamente, estamos a fazer o trabalho de casa, de forma a cativarmos os clientes a virem-nos visitar. Estamos a fazer um trabalho de casa mais profundo para, a um ano ou um ano e meio, apresentarmos algo mais sustentável, mais trabalhado, mais pensado e mais organizado para propor o que nós, como empresa, podemos proporcionar aos nossos atuais e possíveis novos clientes.

Será uma coleção nova?

Não diria uma coleção em si, diria mais uma gama de produtos que podemos proporcionar.

Estão a desenvolver novos tipos de produto?

Nova tipologia de produto, tipologia de qualidades, associar qualidades a produtos, associar produtos a estados de vida, a estados de desporto, a conceitos.

Estão a fazer investimentos na empresa para responder a essas novas tipologias?

Os investimentos para isso foram feitos já no ano passado. Estruturámos de forma a poder criar essas condições, mas a verdade é que uma grande parte do nosso produto não é feito internamente, é feito por subcontratação. E estamos a rodear-nos de subcontratados parceiros que nos podem proporcionar qualidade de serviço e execução em timing, que é o mais importante. Não nos adianta nada estar a vender um produto, quando depois não podemos servir o cliente, não temos uma resposta para o cliente.

Em termos geográficos, quais são os principais mercados da Olmac?

Neste momento, o principal mercado continua a ser o sueco, seguido do suíço, o alemão, o italiano, o francês, mais residual, e os EUA. Mas o nosso objetivo é crescer nos EUA e estamos a começar a fazer contactos com a Coreia e o Japão.

Quais são os objetivos da Olmac a curto e médio prazo?

É diversificar, embora também pretendamos consolidar alguns tipos de produtos de forma a que nos especializemos neles, essencialmente nas áreas equestre e golfe, que são áreas com algum poder e capacidade financeira, mais altos e com menos risco comercial.