Next aumenta vendas e lucros

A retalhista britânica registou uma subida de 5% dos lucros no ano fiscal de 2023, que rondaram 1,1 mil milhões de euros e acompanharam o crescimento das vendas, que somaram cerca de 6,8 mil milhões de euros.

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No total, no ano até janeiro de 2024, a Next registou vendas de 5,8 mil milhões de libras (cerca de 6,78 mil milhões de euros), o que representou um aumento de quase 6%. Os lucros, por seu lado, subiram cerca de 5%, para 918 milhões de libras.

Simon Wolfson, CEO da retalhista, refere que, tendo em conta o ano positivo em termos de vendas e crescimento do lucro, «há muito tempo que não começávamos o ano com um enquadramento tão positivo».

Além disso, indica, «o ambiente de consumo parece mais positivo do que noutros anos, apesar de haver muitas incertezas. De muitas formas, parece que estamos a entrar agora numa nova era».

No ano completo, a Next conseguiu aumentar as vendas a preço total. As vendas online subiram 5%, para 3,1 mil milhões de libras.

Michael Roney, presidente do conselho de administração, sublinha que a retalhista tem estado empenhada em melhorar a sua gama de produtos, os níveis de serviço prestados aos clientes, a gestão de custos e a rentabilidade, ao mesmo tempo que «coloca as fundações para o futuro crescimento do negócio».

A Next, que adquiriu quotas maioritárias em marcas como a FatFace, Cath Kidston e Reiss no ano passado, pretende continuar a procurar oportunidades de investimento em marcas este ano.

A retalhista revela ter planos para se expandir na Europa, nos EUA, no Médio Oriente e na Ásia através de novas parcerias, incluindo com os grandes armazéns americanos Nordstrom e novos acordos de licenciamento e franchise na Índia.

Para o atual ano fiscal, a Next antecipa um crescimento de 2,5% das vendas a preço completo e prevê que os próximos trimestres tenham «uma performance muito diferente», com as vendas nos primeiros três meses do ano a deverem aumentar 5%, enquanto no segundo trimestre as expectativas são de manutenção. «No ano passado, as vendas no primeiro trimestre foram fracas (-0,7%), com o tempo anormalmente frio e húmido nas semanas antes da Páscoa. Em contrapartida, o segundo trimestre foi muito forte (+6,9%), com tempo anormalmente quente no final de maio e em junho», justifica a Next no seu relatório de resultados.