ndia quer aumento de quota no têxtil

A Índia pretende obter as mesmas concessões que foram dadas ao Paquistão para os seus produtos têxteis. Para exercer alguma pressão sobre a Comissão Europeia, nos passados dia 5 e 6 de Fevereiro, uma delegação indiana deslocou-se a Bruxelas. Segundo noticia o Expresso, esta visita tratou-se simplesmente de um «contacto exploratório» realizado e pedido de Nova Deli. O aumento de 15% da quota de exportação de produtos têxteis paquistaneses para a União Europeia fez com que a Índia ganhasse um maior interesse por este assunto, que deixou alguns países, inclusive Portugal, bastante preocupados, temendo que a criação deste precedente possa ser aproveitado por outros. Esta acção para com o Paquistão foi justificada através dos esforços feitos por este país na luta contra a droga e vista como uma recompensa e incentivo ao Paquistão pelo seu apoio à coligação internacional durante a intervenção no Afeganistão. Esta generosidade foi concebida ao Paquistão como forma disfarçada de angariar um parceiro estratégico numa altura em que o desfecho da operação militar conduzida pelos Estados Unidos contra o Afeganistão era incerto. Segundo as mesmas fontes comunitárias, a delegação indiana pretendia saber se poderia obter um acordo igual ao conseguido pelos seus vizinhos, mas Bruxelas adiantou que isso será impossível. Como alternativa a Comissão Europeia propôs o aumento de quotas em algumas categorias de vestuário, para não deixar a Índia em total desvantagem em relação ao Paquistão. Como contrapartida, a Índia deverá sujeitar algumas das suas tarifas têxteis às imposições da Organização Mundial do Comércio. Com a abolição das barreiras ao mercado têxtil a partir de 2005, a Índia quer desde já assegurar uma presença forte no mercado europeu.