ndia permite investimento estrangeiro no retalho

O crescimento do mercado indiano está actualmente fechado aos retalhistas internacionais que querem operar as suas próprias lojas. Até agora, as empresa internacionais podiam apenas vender os artigos das suas marcas através de lojas através do regime de franchising, ou através de operações de venda. Mas esta situação deverá estar prestes a mudar, uma vez que, se o gabinete indiano aceitar as recomendações submetidas por um Grupo de Ministros (Group of Ministers – GoM) na semana passada. O GoM propôs que o investimento estrangeiro de mais de 51 por cento deveria ser permitido nas operações que produzem e vendem uma marca. Com esta proposta, empresas como a Tommy Hilfiger, Louis Vuitton e Mango poderão assumir o controlo das suas próprias lojas na Índia. O Governo repeliu a censura das partes à esquerda que estes retalhistas internacionais irão matar a concorrência dos pequenos retalhistas. O GoM afirma que ambos fornecem segmentos de mercado diferentes. Apesar de isto ser verdade para as marcas de vestuário internacionais que são dirigidas a um nicho de mercado superior, até as cadeias de supermercados como a Tesco, Carrefour e Wal-Mart terão permissão para entrar se tiverem produtos de “private label” nas suas lojas. As pressões exercidas sobre o Governo indiano parecem ter resultado, já que foram já avançadas informações pelo Financial Times (FT) que confirmam que o Ministro do Comércio indiano liberalizou as regras para o investimento directo (FDI) – permitindo às marcas abrir as suas lojas neste país. De acordo com o mesmo jornal, os grupos de retalho mais poderosos do mundo exigem o programa de reformas económicas. Os retalhistas internacionais tais como a Reebok, Louis Vuitton e Gucci não vão mais precisar de operar na Índia através de acordos de franchising com parceiros locais, quando as regras de FDI forem liberalizadas. O ministro do comércio indiano, Kamal Nath, explicou ao FT que «esta é a primeira vez em 15 anos que a FDI foi revista de uma forma integral de forma a retirar as anomalias e inconsistências. As empresas terão permissão para vender os artigos internacionalmente sob a sua marca. Os retalhistas de várias marcas, mesmo que sejam feitas pela mesma empresa, não terão permissão».No entanto, a aprovação formal por parte do Gabinete terá ainda de ser aguardada.