ndia: Exportações para os EUA registam abrandamento

O volume das exportações indianas de têxteis e vestuário com destino ao mercado norte-americano registou um crescimento de 20,26% durante o período de Janeiro a Setembro de 2005, relativamente a igual período de 2004. No entanto, de acordo com o divulgado pelo jornal indiano Business-standard.com, esta taxa evidencia um abrandamento em relação aos primeiros seis meses do ano, período durante o qual o volume das exportações registou uma evolução de 24,18% em relação aos meses de Janeiro a Junho do ano anterior.

Em termos de valor, o crescimento registado foi de 25,63% cifrando-se nos 3,47 mil milhões de dólares durante os primeiros nove meses do ano. No entanto, o volume das exportações chinesas de têxteis e vestuário com destino ao mercado norte-americano registou uma subida de 46% em igual período, crescendo em termos de valor a uma taxa de 61,28% e cifrando-se nos 17,59 mil milhões de dólares.

De acordo com os dados apresentados pelo gabinete norte-americano para os têxteis e o vestuário, Otexa (The Office of Textiles and Apparel), a Índia exportou o equivalente a 1.755 milhões de metros quadrados de têxteis durante os primeiros nove meses do ano, relativamente aos 1.460 milhões de metros quadrados exportados em igual período de 2004. As exportações de vestuário, que totalizaram o equivalente a 601 milhões de metros quadrados, registaram uma subida de 27%.

Em termos de valor, as exportações de vestuário foram o principal contributo para as exportações com um aumento de 32,5% para os 2,27 mil milhões de dólares enquanto que as exportações de têxteis registaram um crescimento de apenas 14,4% cifrando-se nos 1,2 mil milhões de dólares. Efectivamente, as exportações de vestuário durante os primeiros noves meses de 2005 já ultrapassaram o total das exportações de vestuário registadas em 2004, as quais cifraram-se nos 2,21 mil milhões de dólares.

O final das quotas alfandegárias em Janeiro de 2005 representou uma subida considerável nas exportações indianas de têxteis para os EUA. Enquanto que as exportações em 2003 cifraram-se nos 3,21 mil milhões de dólares, em 2004 este valor subiu para os 3,63 mil milhões de dólares e nos primeiros nove meses do ano atingiram os 3,47 mil milhões de dólares.

No entanto, a taxa de crescimento ficou aquém do esperado pelos observadores da indústria indiana. Enquanto que a China foi sem dúvida o principal beneficiário após a eliminação das restrições alfandegárias, acreditava-se que a Índia teria uma vantagem significativa devido à disponibilidade de mão-de-obra barata e qualificada, factor fundamental para os sectores de mão-de-obra intensiva como o vestuário e os têxteis-lar, assim como o acesso a algodão a baixo custo.

Para além deste facto, a Índia planeava beneficiar com algumas das medidas proteccionistas adoptadas pelos EUA contra China para determinadas categorias de têxteis e de vestuário. O novo acordo estabelecido entre os EUA e a China tem sido encarado como vantajoso para os exportadores indianos, apesar do aumento progressivo no volume das importações previsto até ao final de 2008 (ver notícia no Portugal Têxtil).