ndia está pronta para baixar as tarifas têxteis

Os produtores têxteis indianos temem uma inesperada subida das importações nos próximos anos, depois das tarifas terem sido reduzidas como resultado dos acordos da OMC. As importações indianas de produtos têxteis já estão a subir, mesmo que a um nível muito reduzido. Importações de fios e tecidos de algodão subiram cerca de 60% nos primeiros 11 meses do passado ano fiscal (Abril 2001-Fevereiro 2002), para 43,92 milhões de dólares. A indústria têxtil indiana ainda está protegida por barreiras tarifárias bastante altas, com taxas alfandegárias que chegam aos 30% para importações de fio e tecido. Como resultado da actual liberalização no comércio, as autoridades pediram a opinião a diversos ciclos industriais. De acordo com as primeiras sugestões, as tarifas nas importações de fios serão reduzidas de 20 para 10%, com uma primeira redução de 5% em Março de 2003, seguida de uma redução similar dois anos mais tarde, em Março de 2005. Uma descida de 50% nas tarifas poderia ter um impacto dramático na concorrência com outros países produtores de fio. Outros produtores asiáticos, tal como o Irão e o Uzbequistão, promoveram recentemente vendas no mercado indiano. A indústria de tecidos da Índia poderá também ser afectada por uma possível queda nas tarifas das importações. Taxas nos tecidos crus podem baixar de 30% para 15%, enquanto que as tarifas nos tecidos já acabados podem ter uma descida de 30% para 20%. Em troca da remoção das tarifas, os produtores indianos de têxtil irão pedir um melhor acesso aos países asiáticos e às quotas de mercado. Outros países como o Paquistão e o Sri Lanka, já beneficiaram de uma remoção de taxas, em troca duma descida nas suas tarifas têxteis. A Índia e a União Europeia não chegaram ainda a um acordo similar ao alcançado pelo Paquistão, que esteve em mesa na passada semana. Nova Deli pedia uma compensação depois do aumento nas exportações paquistanesas para a Europa, alegando que estas tinham prejudicado a indústria de vestuário interna. Nos primeiros quatro meses do ano, as exportações indianas de vestuário para a UE diminuíram 2,89%, em termos de valor e 9,84% em termos de volume. As remessas para o Reino Unido também sofreram uma baixa de 8,32% e 14,06%, em valor e volume respectivamente. Os exportadores europeus gostariam de embarcar mais têxteis e vestuário para o promissor mercado indiano, mas mesmo assim Nova Deli declinou o pedido europeu para acesso ao mercado. A Índia avisou que vai apresentar uma queixa perante a OMC pela falta de um acordo bilateral. Em vez de liberalizar as importações, a Índia começou a impor taxas anti-dumping nas fibras vindas de países estrangeiros. Taxas que chegam a atingir os 1,264 dólares por quilo, estão agora a ser aplicadas nas importações de poliéster vindas da Indonésia, Coreia, Taiwan, Malásia e Tailândia. Semelhantes taxas anti-dumping estão a ser aplicadas nos fios de acrílico vindos do Nepal, que são actualmente produzidos pela Reliance Spinning, uma subsidiária do maior grupo privado Indiano, o grupo Reliance.