Na peugada do vestuário

O furto é certamente um dos mais sérios problemas que encaram os retalhistas, e o segmento do vestuário não foge à regra. Desde os mais sofisticados sistemas de alarme até ao recurso a verdadeiros “cães de guarda”, todas as soluções são válidas para combater este flagelo. No entanto, o objectivo é desmotivar os potenciais ladrões e não afugentar os estimados clientes. Deste modo, é indispensável que qualquer medida preserve a estética do produto e o atractivo do local de venda, mas sempre garantindo a protecção máxima. E é com esta filosofia que a multinacional americana Checkpoint procura desenvolver as suas actividades há mais de três décadas.

 

Há 4 anos, a Checkpoint comprou a empresa sueca Meto, líder em etiquetagem. A junção doknow how da Checkpoint em segurança com oknow how da Meto deu origem à criação da divisão Checknet, especialista em segurança e etiquetagem na origem. «Hoje, desenvolvemos etiquetas flexíveis com informação relativa ao preço, à marca, etc., associadas a um elemento de protecção. Desta forma, o artigo já não necessita de uma etiqueta rígida», explica Mar Rey, directora comercial da Checknet. «A missão da Checknet é que o artigo apresente uma só etiqueta com toda a informação necessária e que simultaneamente garanta uma protecção absoluta, e tudo isto desde o fabricante». E neste domínio a Silky Tag é actualmente o seu melhor cartão de visita.

 

«Este tipo de etiqueta apresenta inúmeras vantagens. No entanto, inicialmente não foi fácil convencer os nossos potenciais clientes de que, apesar de ser uma etiqueta flexível, não era frágil. No entanto, quando comparámos os custos de uma etiqueta rígida com esta etiqueta, começaram a dar-se conta dos benefícios». relata Mar Rey. «Este sistema permitiu à Auchan, por exemplo, aumentar as suas vendas em 1,27% em quatro meses. Como? Em primeiro lugar, este sistema de etiquetagem torna o artigo muito mais atractivo, o que impulsiona as vendas. Em segundo, o artigo chega mais rapidamente às prateleiras, pois não é necessário um armazenamento nem manipulação prévia para colocar a etiqueta rígida, o que reduz os custos e osstocks. Em terceiro, diminui o tempo de espera nas caixas, já que não há uma etiqueta rígida a ser retirada… Há efectivamente numerosos benefícios». Que não passaram despercebidos ao grupo Sara Lee, por exemplo, que adoptou a Silky Tag na origem.

 

«A Checkpoint propõe soluções globais para rentabilizar os sistemas anti-roubo», sustenta Mar Rey. «Procuramos que os sistemas sejam lucrativos para os nossos clientes, oferecendo soluções de segurança a cada linha de produto – para vestuário, calçado, cosmética, etc.». No entanto, as soluções da Checkpoint vão mais além da protecção do produto, pois podem também desempenhar um papel importante no controlo das perdas e na gestão dos produtos.

Empresa pioneira, a Checkpoint desenvolve já hoje as etiquetas de amanhã, como é o caso da Force Tag, que utiliza a tecnologia RF (Radio Frequency) de 3ª geração, e da etiqueta RFID (Radio Frequency Identification), que incorpora ummicrochip com a história do produto. Esta última, designada como a etiqueta inteligente, já despertou a curiosidade das empresas portuguesas, como a Sonae, a Salsa e a Lanidor. «A etiqueta RFID é hoje a prioridade absoluta da Checkpoint», remata Mar Rey. As etiquetas rígidas, assim como as etiquetas com código de barras, parecem ter os dias contados.