M&S cresce com vestuário e casa

A retalhista britânica registou um aumento nas vendas de artigos da categoria vestuário e casa no terceiro trimestre, que contribuíram para uma performance forte, sobretudo no mercado interno.

[©M&S]

Nas 13 semanas até 30 de dezembro, a Marks & Spencer (M&S) registou uma subida de 7,2% das vendas, para 3,86 mil milhões de libras (cerca de 4,48 mil milhões de euros).

No Reino Unido, as vendas cresceram 8,5%, para 3,57 mil milhões de libras no mesmo período, enquanto em termos internacionais houve uma queda de 6,4%, para 288 milhões de libras, que a retalhista atribui à altura dos envios para o Médio Oriente e a Ásia, assim como a condições de mercado mais difíceis na Índia.

Entre os vários segmentos de produto em que a retalhista britânica opera, a categoria vestuário e casa obteve bons resultados, com um crescimento de 4,8%, para 1,24 mil milhões de libras, impulsionado pelo aumento dos preços médios, graças a uma redução das promoções face ao mesmo período do ano passado. A M&S terá mesmo conseguido aumentar a sua quota de mercado – de acordo com a avaliação da Kantar sobre o período de 12 semanas até 10 de dezembro – por causa da performance do vestuário de senhora, devido «à melhoria da perceção do consumidor de estilo, qualidade e valor», aponta a retalhista em comunicado.

Vestuário em malha, denim, vestuário de exterior e a linha Autograph, com um posicionamento mais alto, tiveram uma forte procura, assim como o vestuário de festa de senhora, que aumentou em 11% as vendas face ao período homólogo de 2022.

Na categoria vestuário e casa «tivemos uma boa performance, com as vendas a crescerem acima do mercado e com menos stock a ir para promoções. O vestuário de senhora destacou-se, tendo aumentado tanto em volume como em valor significativamente acima do mercado», sublinha Stuart Machin, CEO da M&S, acrescentando que «a perceção de estilo continuou a melhorar e mantivemos a nossa liderança em qualidade e valor, conseguindo uma subida no mix de vendas a preço completo e a nossa mais elevada quota de mercado a preço total em mais de uma década».

Quanto ao próximo trimestre, Stuart Machin mantém-se cauteloso. «Entrámos em 2024 com uma mola nos pés, mas com olhos postos nos desafios a curto prazo. Estamos determinados a atingir o nosso objetivo de ter um crescimento de 1% em ambos os negócios [alimentação e vestuário e casa] e manter o ritmo da nossa transformação, continuando com um foco inquebrável em valor de confiança, acelerar a nossa rotação em loja e planos de renovação, duplicar os nossos programas na cadeia de aprovisionamento para melhorar a disponibilidade e baixar os custos, e rever a nossa estratégia tecnológica, digital e de dados para desbloquear benefícios para os próximos anos«, enumerou o CEO da M&S. « Estamos apenas no início do que podemos alcançar, com muito já feito, muito por fazer e muitas oportunidades no futuro», conclui.