Moda vendeu mais em 2023

Em termos mundiais, a indústria de vestuário e calçado registou um aumento de 8,2% nas vendas a retalho, para 1,68 biliões de euros, recuperando para os valores pré-pandemia.

[©Pixabay-Andreas Lischka]

Os números, que têm em conta apenas as vendas a retalho, são avançados pela Modaes, que cita dados da empresa de estudos de mercado Euromonitor, e mostram uma recuperação para níveis de 2019 (ano em que registou vendas de cerca de 1,64 biliões de euros) e uma aceleração do crescimento em comparação com 2022, ano em que as vendas mundiais subiram apenas cerca de 1%, para 1,55 biliões de euros.

Os valores são ainda mais relevantes tendo em conta os desafios enfrentados pela indústria da moda, nomeadamente uma elevada inflação, com impacto tanto nos custos como no consumo, assim como os efeitos da continuação da guerra na Ucrânia, a que se somou o conflito na Palestina.

Por categorias, as vendas de vestuário subiram 7,6% face a 2022, enquanto as de calçado aumentaram 10,3%. Do total de vendas de vestuário e calçado, 21,8% correspondem a sportswear, uma percentagem igual à de 2022, destaca a Modaes.

As previsões da Euromonitor apontam para que em 2024 o crescimento das vendas da indústria da moda se situe em 6,8%, para 1,79 biliões de euros, devendo atingir 1,91 biliões de euros em 2025. Se a previsão se confirmar, isso representará uma taxa de crescimento de 14% entre 2023 e 2025.

Em termos de consumo, a Euromonitor aponta para um valor médio per capita de 209,9 euros em 2023, o que representa um aumento de 7,3% em comparação com os 195,7 euros do ano anterior.

A empresa especialista em estudos de mercado antecipa que o consumo per capita deverá atingir 222,2 euros em 2024, o que representará um crescimento de 5,8%, e 253,3 euros em 2025 (equivalente a mais 5,9% em comparação com 2024).