A marca de moda americana Esprit planeia alargar a sua primeira linha de sapatilhas vegan, em resultado de uma avassaladora resposta positiva dos consumidores. A linha de calçado feminino, que foi apresentada no verão passado, engloba agora 25 estilos diferentes, incluindo sabrinas, sandálias e loafers, assim como sapatilhas. Aprovada pela organização ambiental Peta, a linha de calçado é feita com recurso a tecidos que não incluem produtos de origem animal, apresentando uma pegada de carbono inferior aos materiais resultantes de cultivo em fábrica uma prática que produz, frequentemente, consequências ambientais negativas.
Além de serem mais ecológicos do que o couro, os materiais vegan previnem, também, a castração e marcação de animais, corte da cauda, e outras práticas identificadas como cruéis pela organização. As etiquetas incluídas nos modelos desta linha, impressas em inglês, francês e alemão, transmitem a seguinte mensagem: Este produto foi concebido para ser gentil com os animais.
É vegan, certificado pela Peta, o que significa que nenhum animal foi envolvido na fabricação deste produto. «Com o apoia da Peta podemos ser mais transparentes com o consumidor consciencioso e esperamos expandir esta colaboração», afirma Martin Krist, diretor global do segmento de calçado da Esprit. Por seu lado, Mimi Bekhechi, diretora-associada da delegação britânica da Peta, revela que «o sucesso dos designs vegan da Esprit é a prova da enorme procura por parte dos consumidores de todo o mundo por uma moda mais sustentável e amiga dos animais».
Esta notícia é a mais recente confirmação de que a moda vegan está lenta, mas seguramente, a tornar-se mais mainstream. Liderada por pioneiros da indústria da moda, como Stella McCartney, conhecida por excluir o couro das suas coleções de luxo, a tendência de um vestuário sustentável e ético está presente em todas as áreas do sector e tem-se repercutido nos designs elaborados. No início do ano, Stella McCartney anteriormente contra a promoção do que ela denomina «aparência de pele» – incluiu, pela primeira vez, pele sintética numa coleção, provando que os materiais e as técnicas existentes têm evoluído o suficiente para que essa possa, agora, ser classificada como um estilo luxuoso.
Da mesma forma que a utilização de peles falsas é agora a norma, as atitudes face à utilização de couro estão, também, a mudar, com um número crescente de entidades a disponibilizarem diferentes estilos de design, adaptados a diferentes orçamentos. Entre os recém-chegados e vanguardistas da indústria que adotam esta nova tendência, encontra-se a Wilby, uma marca premium britânica, especializada em bolsas de couro vegan, enquanto marcas já conceituadas, como a canadiana Matt&Natt e a britânica Beyond Skin, continuam a crescer.











